O álbum do Queen que era o favorito de Brian May nos anos 70; não é o "Bohemian Rhapsody"
Por Bruce William
Postado em 24 de dezembro de 2024
Brian May revelou em anos recentes que seu álbum favorito do Queen é o "Made in Heaven", álbum póstumo de Freddie Mercury lançado em 1995, em parte por causa das circunstâncias que rondaram sua criação: "Foi muito estranho. E traumático por si só. Eu passei horas, dias e semanas trabalhando em cada pedacinho das performances de Freddie. Ouvia Freddie dia e noite. Havia momentos em que pensava em comentar algo tipo 'Isto está fantástico... soa maravilhoso Fre... oh, você não está mais aqui'. Era preciso sair para me recuperar antes de voltar. Mas sinto muito orgulho de ter juntado os últimos pedacinhos do que Freddie nos deixou."

Mas já em meados dos anos setenta, o Queen demonstrava sua capacidade de inovar tanto no estúdio quanto no palco. Em entrevista ao jornalista Harry Doherty, publicada na Melody Maker em 1975 e resgatada pela Classic Rock, Brian May destacou que, embora o glamour fizesse parte das apresentações, a música sempre vinha em primeiro lugar. Segundo ele, "A música vem primeiro em tudo, e, se adicionamos um efeito específico ou certas luzes, é para transmitir um certo clima em determinado momento."
May explicou que o grupo tratava a gravação de álbuns como um processo separado da performance ao vivo. "Tocamos de forma diferente no palco do que no disco. No palco, é bom ter uma conversa de mão dupla com o público, em vez de algo unilateral." Esse foco na conexão com o público ajudou o Queen a se consolidar como uma banda que oferecia experiências únicas, tanto em seus discos quanto em shows.
E dentre os trabalhos que moldaram o estilo da banda, "Queen II" teve um papel especial no coração de May. Ele descreveu o álbum como tendo "muito impacto" e afirmou: "Há muita textura em nossos álbuns. Começamos isso com nosso segundo álbum. Você percebe agora que 'Queen II' é um álbum significativo no crescimento do Queen. É meu álbum favorito do Queen, a propósito."
Apesar do sucesso de "A Night At The Opera" e o impacto de "Bohemian Rhapsody", Brian May reconhecia que havia espaço para melhorias. Ele destacou o desejo de trabalhar mais como um quarteto, algo que nem sempre foi possível devido à falta de tempo e à divisão do grupo em estúdios diferentes durante as gravações. Mesmo assim, "Queen II" permaneceu como um exemplo da essência criativa que definia a banda naqueles tempos.
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