Matt Sartwell do The Journal News recentemente entrevistou o guitarrista do GUNS N’ ROSES, Ron “Bumblefoot” Thal. Alguns trechos da conversa seguem abaixo.
Vamos falar logo sobre isso, como está Axl e como a banda está se sentindo após a turnê européia?
“Todos estão ótimos, a turnê européia foi uma ótima maneira de juntar toda a banda. Eu tinha tocado com eles apenas uma semana antes do início da turnê. Os fãs foram bastante calorosos e recebemos muito carinho... Tivemos a chance de sentir várias músicas... Axl está ótimo, está melhor do que nunca, todos que estiveram nos shows irão concordar”.
Nascido e criado na área de Nova York, como você se sente tocando na região de sua casa – como parte de uma das bandas mais famosas de todos os tempos?
“É um sonho se tornando realidade. Quando eu tinha 5 anos comprei o álbum do KISS, ‘Alive’, e isso foi o que me fez querer ser um músico. Foi o que me fez querer fazer isso. Então, o primeiro show que eu vi foi quando eu tinha 9 anos, era um show do KISS no Madison Square Garden. E o meu objetivo era algum dia tocar no Madison Square Garden do mesmo jeito – com todas as explosões e pirotecnia. E agora, estamos tocando na Continental e no MSG. Então, depois de 30 anos trabalhando duro, e não desistindo, eu estou finalmente aqui.”
Qual a sua filosofia ao ensinar música?
“Aprenda o máximo que puder e então esqueça tudo que aprendeu. Siga o seu coração e seu espírito. Deixe todas as coisas que aprendeu na parte de trás da sua mente e tenha muita confiança em si. É pra ser algo natural... Conheça as regras para não ter que tocar por elas.”
Existe alguma coisa que você sente falta em relação a ensinar, quando está em turnê?
“Sim, eu sinto falta de estar numa sala com um monte de mentes famintas, onde compartilhamos idéias e experimentamos um monte de coisas... alcançando novas fronteiras, mesmo sendo sentado em frente ao computador, mostrando a eles uma nova técnica para fazer a caixa de uma bateria soar mais consistente e forte.”
Li em alguns lugares que você ganhou o apelido de ‘Bumblefoot’ quando estava ajudando a sua namorada para exames de veterinária. É verdade? E porque ele acabou pegando?
“Sim. E hoje, ela é minha esposa há 10 anos. Ela deve ter ido bem nos exames. Foi uma daquelas noites em claro e ela tinha que memorizar milhares de páginas. Uma das doenças que estava no seu livro era Bumblefoot e eu, achando que soava como um nome idiota, acabei compondo uma música sobre um super-herói que se chamava ‘Bumblefoot’. Em seguida, acabou virando o nome da minha banda e depois, finalmente, virou o meu apelido. Hoje em dia, eu adoro ele.”
O nome Bumblefoot é melhor do que Buckethead (antigo guitarrista do GNR), mas ainda não é arrebatador como Slash. Você não acha que teria que melhorá-lo um pouco mais?
“Eu conversei com os caras antes de me juntar à banda. Foi tipo, ‘O nome Bumblefoot combina com a grandiosidade do GUNS N’ ROSES?’ Se fosse o PRIMUS, MR. BUNGLE ou outra banda desse tipo, acho que funcionaria. Mas eles falaram ‘Não cara, isso é você. Mantenha o nome.’ Isso não sou eu, é uma parte minha. É um Ziggy Stardust, não o David Bowie.”
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Um carioca apaixonado pela boa música que no momento está cursando o 5º período de Publicidade na PUC-Rio. Teve seu primeiro contato com o rock ainda na infância, quando sua irmã colocava os discos de Iron Maiden e Pantera no toca-fitas de sua casa. Nos últimos anos, tem se dedicado inteiramente à música e à guitarra. Sua banda favorita é Metallica e também é fã incondicional de Zakk Wylde, Steve Vai e John Petrucci. Escuta de tudo um pouco, desde Madonna até Sepultura. Espera que um dia o Metallica ainda venha fazer um show no Brasil e não tem vergonha em dizer que chorou no show do Black Sabbath, em 2004, no Ozzfest.
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