A noite mais importante da história do Guns N' Roses; "Obrigado a todos que vieram", disse Axl
Por Bruce William
Postado em 15 de junho de 2025
Em meados de 1985, o Guns N' Roses ainda era apenas uma ideia teimosa na cabeça de Axl Rose e Izzy Stradlin. Eles já tinham passado por formações instáveis, brigas de ego e até fuga de músicos no último minuto. Naquela altura, faltavam datas para cumprir e sobravam problemas para resolver. Para muitos, era só mais uma banda de garotos malucos de Hollywood, fadada a sumir antes do primeiro riff ecoar pelos bares da Sunset Strip, relembra a Classic Rock.
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A virada começou quando Duff McKagan, o novo baixista, trouxe dois nomes que conhecia bem da cena underground: Slash, um guitarrista magrelo com cartola e dedos afiados, e Steven Adler, baterista que tinha mais energia que juízo. Foi tudo decidido na pressa; não havia tempo para conversas, ensaios longos ou apresentações formais. Se não encaixassem na marra, aquela turnê pelo noroeste dos EUA seria cancelada, enterrando de vez o embrião do GN'R.
Eles se reuniram num cubículo em Silverlake e testaram o que seria a química mais explosiva do rock oitentista. Bastaram poucos segundos de "Shadow Of Your Love" para todo mundo perceber que havia nascido um monstro. "A química foi imediata, barulhenta, suja e absolutamente certa", disse Duff depois, lembrando que até Axl, atrasado como sempre, entrou correndo, pegou o microfone e rasgou a garganta enquanto escalava as paredes do estúdio. Adler definiu a cena de forma simples: "Eu soube na hora: era a banda que eu esperei a vida inteira."
Do ensaio direto para o campo de batalha. O primeiro show com a formação clássica rolou no Troubadour, casa lendária de Los Angeles, ponto de partida de tantos gigantes do rock que começaram pobres, bêbados e famintos. Para o Guns, ainda não havia fãs devotos nem imprensa interessada: a plateia era feita de curiosos, bêbados de quinta-feira e amigos de amigos. Mas naqueles poucos metros de palco, eles tocaram como se já estivessem em Wembley.
Axl agradeceu educadamente: "Obrigado a todos que vieram", mas Slash soltou o veneno: "Cheguem mais perto, mexam essas bundas, vamos animar isso aqui!". O setlist misturava faixas que ninguém conhecia como "Don't Cry" e "Anything Goes", e covers de "Jumpin' Jack Flash" e "Heartbreak Hotel". Marc Canter, amigo de infância de Slash, estava lá, clicando fotos para registrar o que ninguém imaginava: o nascimento de um furacão.
Quando voltaram do pequeno giro pelo noroeste, enfrentando perrengues de estrada, confusões e dívidas, todos sabiam que nada mais seguraria aqueles cinco. Foi uma noite que não mudou só a história deles, mas também fincou no rock um novo padrão de caos, sujeira e honestidade brutal. Duff não teve dúvidas ao resumir tudo anos depois: "Aquele dia foi o mais importante das nossas vidas. Ali a gente deixou de ser garotos e virou o Guns N' Roses que o mundo conheceu: perigoso, imprevisível e faminto."
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