Paul Stanley admite "ressentimento e mágoa" contra Gene Simmons no passado
Por João Renato Alves
Postado em 18 de junho de 2025
Recentemente, Paul Stanley participou de um episódio do "The Magnificent Others", podcast de Billy Corgan, líder do Smashing Pumpkins. Entre os assuntos abordados, o vocalista e guitarrista falou sobre a relação profissional e de amizade com Gene Simmons, junto a quem carregou a bandeira do Kiss por mais de meio século.
O músico reconheceu que o ambiente nem sempre foi harmônico, apontando o momento em que tudo esteve próximo da deterioração. Aconteceu em meados dos anos 1980, quando o baixista e vocalista decidiu seguir carreira cinematográfica, deixando a banda em segundo planos. Conforme transcrito pelo Ultimate Classic Rock, o Starchild admitiu o sentimento ruim.

"Senti-me traído, não é segredo. Ele estava me deixando fazer o trabalho pesado, mas continuava recebendo o mesmo. tentando ter o melhor dos dois mundos. Sair e fazer o que queria e ter sucesso, em qualquer nível em que houvesse sucesso, e a compensação financeira, da qual não estou compartilhando. Mas você está abandonando o barco e ainda é meu parceiro. Fiquei muito ressentido e magoado. Naquela época, eu não admiti, mas foi o que senti. Gene é meu irmão. Ele está comigo desde que eu tinha 17 anos. Então, foi muito difícil."
Apesar da mágoa, Stanley estava determinado a manter o Kiss ativo a todo custo. "Minha atitude foi: 'Bem, dane-se. Não vou deixar essa banda se desfazer'. Se agora é a minha banda, que seja. Se eu tiver que estar no centro dos holofotes, então vamos fazer isso. Mas sim, eu senti que ele estava subestimando o grupo. A qualidade de suas composições não era boa. Achei que ele não estava jogando limpo."
Como o mundo sabe, a aventura cinematográfica de Gene Simmons foi um grande fracasso, com o rockstar se mostrando nada além de um ator canastrão. Com o tempo, ele voltou a fazer o que o consagrou, além de se aventurar por outras áreas do entretenimento.
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