A música do AC/DC que Angus Young considera a mais difícil de tocar ao vivo
Por Bruce William
Postado em 18 de junho de 2025
Poucas bandas carregam a fama de riffs simples e diretos como o AC/DC. Para Angus Young e seu irmão Malcolm, não havia segredo: guitarra alta, acordes abertos e refrões que o público pudesse berrar em coro. Desde os tempos de Bon Scott, cada música seguia essa fórmula crua que fez a banda resistir a modismos.
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Mas, entre tantas músicas de andamento firme e pegada bruta, uma composição exige do guitarrista mais do que pura energia. Lançada no álbum "The Razor's Edge", de 1990, "Thunderstruck" se tornou hino da fase Brian Johnson e uma prova de resistência para quem segura a palheta. O famoso lick de abertura, repetido sem parar por quase toda a faixa, nasceu como simples exercício de aquecimento que Angus fazia no violão, sem imaginar que viraria sucesso mundial.
O problema é que o "aquecimento" virou apresentação obrigatória nos shows, e não admite vacilos. O riff exige precisão milimétrica: basta um deslize e o efeito hipnótico desaparece. Para evitar isso, Angus revelou que reserva uma hora antes dos shows só para aquecer a mão esquerda: "Quando tocamos essa música ao vivo, eu preciso sentar por uma hora e garantir que meus dedos estejam bem aquecidos para encarar essa faixa. Ela tem uma complexidade implacável. Eu preciso estar confiante sempre que a toco", disse Angus, em declaração publicada na Rock Celebrities.
Ao contrário de outras linhas de guitarra mais soltas, "Thunderstruck" funciona quase como estudo técnico. Apesar de usar uma única corda e uma escala simples, o riff força cada nota a sair limpa, sem deixar o ataque morrer. Na gravação original, Angus dispensou firulas de palco e optou por palhetar cada nota, dando ainda mais ataque e nitidez ao som.
Hoje, mesmo com dezenas de clássicos na bagagem, Angus sabe que "Thunderstruck" é um bicho diferente no repertório. Para quem sempre pregou que simplicidade é o caminho mais seguro do rock, esse riff é o raro momento em que vale a pena mostrar técnica - contanto que a mão não trave no meio do palco.
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