Division Hell: O grande diferencial é a musicalidade ímpar

Resenha - Bleeding Hate - Division Hell

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Por Fabio Reis
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É impressionante como o Brasil tem cada vez mais se firmado como um dos grandes reveladores mundiais de bandas de Death Metal. O número de lançamentos no estilo é bem grande em nossas terras, com muito material bom e digno de ressalvas positivas, porém poucos com um diferencial tão grande e uma musicalidade ímpar como a do Division Hell.

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A banda foi formada em 2010 na cidade de Curitiba, Paraná e "Bleeding Hate" é o seu primeiro álbum de estúdio. Pode-se dizer que esta é a estreia que mais me agradou no cenário nacional em 2015. Trata-se de um trabalho surpreendentemente maduro, apresentando muita técnica, peso e inspiração.

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O registro possui nove ótimas composições e apresenta uma produção impecável. O Death Metal da banda possui muitos elementos do Thrash, agregando assim, características bem interessantes e que dão uma roupagem diferenciada a musicalidade do grupo. Um dos pontos altos do registro é a diversificação das músicas, não tem nada mais massante do que ouvir um álbum em que as canções soem parecidas umas com as outras e há a nítida impressão de estar ouvindo uma única faixa ininterrupta. Aqui esta sensação é praticamente limada, pois "Bleeding Hate" não é apenas bem tocado e focado em pura velocidade, temos faixas realmente bem construídas, com passagens marcantes e andamentos distintos.

Composições do porte de "The Fable Of Salvation", "The Last Words", "Holy Lies", "Crossing The Line" e "World Khaos" (a melhor do álbum), são a insanidade em forma de música e também os meus principais destaques. O grupo consegue agregar influências de grupos como Krisiun e Morbid Angel, mas também incluir referências ao trabalho do Sepultura (antigo) e tantas mais, tudo isso sem se parecer um clone ou copiar a musicalidade dos nomes citados. Possuem uma identidade fortíssima e esta talvez seja a sua melhor característica.

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O baterista Eduardo Oliveira é um verdadeiro cavalo e como já é de praxe no estilo, é possuidor de muito técnica e responsável por viradas incríveis. A cozinha é completada por Hernan Borges (baixo) que executa linhas interessantíssimas e não deve nada aos grandes nomes do gênero. O guitarrista Renato Rieche é dono de excelentes riffs, solos precisos e de muito bom gosto, formando uma bela dupla com o Ubour (Guitarra/Vocal), dono um timbre destruidor e um gutural a lá Frank Mullen (Suffocation).

Se você é um fã do estilo, é totalmente recomendado que faça audições cuidadosas deste trabalho. Tudo o que necessita um bom disco de Death Metal, é encontrado com abundância neste debut. Grata surpresa!

Integrantes:

Ubour (Guitarra/Vocal)
Renato Rieche (Guitarra)
Hernan Borges (Baixo)
Eduardo Oliveira (Bateria)

Faixas:

1 - Army Of The Dead
2 - The Fable Of Salvation
3 - World Khaos
4 - Bleeding Hate
5 - The Last Words
6 - Holy Lies
7 - Bleak (Instrumental)
8 - Waiting For The Exact Time
9 - Crossing The Line

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Sobre Fabio Reis

Paulista, 32 anos, Editor do Blog Mundo Metal, fã de Rock Clássico e Diversos subgêneros do Metal. Banda favorita: Megadeth. Conheceu o Rock ainda quando criança por intermédio dos pais (amantes de Beatles) e com 11 anos já ia na galeria do Rock comprar seus primeiros LP's, desde sempre fez do Metal seu estilo de vida e até os dias de hoje essa paixão pela música só aumenta.

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