Roger Waters: baixista mostra que não foge à luta - Roger Sim!
Por Alexandre Caetano
Postado em 10 de outubro de 2018
Roger Waters lutou a vida toda contra o autoritarismo que matou o pai dele na Segunda Guerra. Na turnê "Us + Them", iniciada em 2017, não seria diferente, como o público pôde presenciar na noite de 9/10/2018, em São Paulo.
"Vocês têm uma eleição muito importante daqui a três semanas. Sei que isso não é da minha conta, mas devemos sempre combater o fascismo. Não dá para ser conduzido por alguém que acredita que uma ditadura militar pode ser uma coisa boa", afirmou o músico no momento mais tenso na noite.
O ex-baixista do Pink Floyd é o tipo de músico que poderia fazer um show de pouco mais de uma hora, com clássicos que emocionariam o público e fariam todos voltarem para casa satisfeitos, mas não é essa a ideia da turnê.
A história vivida por Waters o ensinou que diante do autoritarismo a omissão é conivente com a morte. Assim, a tranquilidade do público se restringe aos 20 minutos introdutórios, em que o telão apresenta uma garota olhando para o mar, ao som de uma melodia relaxante, até que o céu fica vermelho e o cenário muda ao som de "Speak to me".
Ao longo da primeira parte do show o conteúdo político se expressa por imagens, sobretudo de Donald Trump, e pelas letras que marcam a carreira e o posicionamento político de Roger Waters desde a década de 70.
No intervalo as projeções de mensagens contra as guerras geraram um espontâneo coro de "ele não", que provocou a reação contrária de parte do público, logo antes de uma lista de neofascistas ser exposta no telão com a primeira menção a Bolsonaro.
A partir daí o conteúdo político ganhou força, até porque o show volta com as músicas Dogs e Pigs, que não falam de animais de estimação. O cenário político brasileiro ficou restrito ao público, que voltou a se acalmar com os clássicos de Dark Side of the Moon.
Roger parece por o estádio em transe com as músicas e o imenso prisma formado por luzes, até tomar partido e projetar #ELE NÃO, para delírio de uns e desespero de outros. A guerra de palavras de ordem, vaias, aplausos e assovios durou cerca de cinco minutos.
Em resposta às vaias, xingamentos e ofensas, o senhor de 75 anos, mais velho que a esmagadora maioria das pessoas no estádio, disse preferir a liberdade dos protestos que as ditaduras do passado.
Quem dedicou toda a carreira a uma causa pode ser lacônico, quem escolheu comprar ingresso e ir ao show pode protestar, enquanto reflete sobre as letras de Animals, The Wall e companhia.
Roger Waters critica o governo Bolsonaro
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