Roger Waters: ministro da Cultura alertou empresário dele sobre manifestação
Por Igor Miranda
Fonte: O Estado de S. Paulo
Postado em 18 de outubro de 2018
Em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo", o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, disse que conversou com o empresário de Roger Waters antes das manifestações políticas feitas em seus shows no Brasil. O músico foi vaiado e criticado porque, em determinados momentos do primeiro de dois shows realizados em São Paulo, no último dia 9, colocou o candidato à presidência Jair Bolsonaro como "neofascista" no telão, que também projetou a hashtag "#EleNão".
"Eu estive lá (em São Paulo), conversei com o empresário dele antes. Confesso que, pensando como público, como fã, eu estou de saco cheio. A gente não consegue mais ir a um show ou ver um filme sem que haja algum tipo de manifestação política. Muitas pessoas estão com essa sensação", afirmou Sérgio Sá Leitão durante a entrevista.
"Eu sei que o Roger Waters é um artista politizado, discordo de algumas posturas mas adoro a música que ele faz. Cheguei um pouco mais cedo ao show de Waters. Eu conhecia o empresário e ele me chamou. Ficamos batendo papo antes do show e ele me disse que Waters iria falar sobre a eleição. Aí, me fez perguntas e eu disse que seria uma celeuma porque a sociedade estava muito dividida. Mas saí do show com a impressão de que era exatamente isso o que o Roger Waters queria", completou.
Nas apresentações seguintes da passagem de sua turnê pelo Brasil, Roger Waters escondeu o nome de Jair Bolsonaro com uma tarja, com os dizeres "ponto de vista político censurado". A hashtag, por sua vez, não foi mais exibida.
Em entrevista ao "Fantástico", da TV Globo, Roger Waters contou que a exibição da hashtag #EleNão foi marcada por um erro de timing. "Durante a música 'Eclipse', eles colocaram a hashtag que desagradou a todos. Foi um erro. Era para ter aparecido mais tarde durante a música 'Mother', durante a parte 'Mother should I trust the government?' ('mãe, devo confiar no governo?'). Seria nessa parte que apareceria '#EleNão', aí faria sentido. Mas colocar no meio da 'Eclipse' foi um erro do meu time. Aquela parte da música era para aparecer pirâmides, lasers coloridos. Estávamos amando uns aos outros. [...] Naquele momento do show, em todos os lugares que tocamos no mundo todo, todos ficam tão contentes nessa parte, todos aplaudem. Aí me perguntei: 'o que está acontecendo?'", afirmou.
Roger Waters critica o governo Bolsonaro
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