Roger Waters: TSE pede defesa de produtores em ação contra Haddad
Por Igor Miranda
Fonte: G1
Postado em 30 de outubro de 2018
O ministro Jorge Mussi, do Tribunal Superior ELeitoral (TSE), solicitou, no último sábado (27), que os produtores da turnê de Roger Waters pelo Brasil apresentem suas defesas para a ação movida pela campanha do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), contra a chapa do candidato derrotado, Fernando Haddad (PT). Em seu processo, a equipe de Bolsonaro diz que o músico Roger Waters realizou "showmícios" em favor de Haddad.
Na ação, de acordo com o G1, a produtora T4F Entretenimento e Fernando Haddad são acusados de promover propaganda eleitoral irregular. Embora a coligação liderada por Haddad tenha sido removida da ação, o TSE poderá analisar as acusações de que os "showmícios", como descrito pela campanha de Bolsonaro, teriam resultado em financiamento empresarial e caixa dois de campanha.
A acusação pede que Haddad e a candidata a vice, Maunela D'Ávila (PCdoB), tenham seus mandatos cassados por oito anos.
"Não se tratou apenas de manifestação oral de opinião, mas, sim, de uma ação totalmente arquitetada e premeditada", diz a ação. "As imagens nas quais o candidato Jair Bolsonaro é comparado com um dos grandes ditadores do mundo são de extrema gravidade e demonstram a premeditação e o explícito propósito de denegrir sua imagem e causar nos telespectadores/fãs uma forma de repulsa, pela evidente campanha negativa, o que não condiz com a realidade."
O TSE pede que as defesas sejam apresentadas para análise. Depois dessa etapa, será possível decidir se a investigação terá ou não sequência.
A T4F afirmou que não se posicionará à imprensa sobre o caso. Fernando Haddad não se manifestou sobre o caso formalmente, mas, pelo Twitter, o político ironizou a ação. "Confesso que amo Pink Floyd e odeio ditaduras: seria isso um crime?", publicou.
Há alguns dias, o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, acusou Roger Waters de ter recebido R$ 90 milhões para realizar "campanha eleitoral disfarçada". Pelo Twitter, o político afirmou ter fontes para assegurar a afirmação, embora não as tenha apresentado.
A passagem de Roger Waters pelo Brasil tem gerado polêmica pela exposição de suas visões políticas. Além de apresentar pautas internacionais em seus shows, o músico expôs a hashtag "#EleNão" em seu telão e incluiu o nome de Bolsonaro em uma lista de políticos "neofascistas". O músico conclui sua turnê pelo país nesta terça-feira (30), com um show em Porto Alegre.
Roger Waters critica o governo Bolsonaro
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