Roger Waters: ao "Fantástico", ele revela erro com #EleNão, mas mantém crítica
Por Igor Miranda
Fonte: Fantástico
Postado em 15 de outubro de 2018
Em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, exibida no último domingo (14), o músico Roger Waters falou sobre a turnê "Us + Them", que está passando pelo Brasil ao longo deste mês. Ele comentou, ainda, sobre as polêmicas que cercaram suas primeiras apresentações no país.
As polêmicas foram causadas após Roger Waters ter incluído Jair Bolsonaro, candidato à presidência pelo PSL, em uma lista de líderes "neofascistas" e, na primeira das duas apresentações em São Paulo, ter exposto a hashtag #EleNão no telão. Graças a isso, o músico foi bastante vaiado.
Waters admitiu que a exibição da hashtag #EleNão no telão ocorreu em um momento equivocado do show. Segundo ele, era para aparecer durante a música "Mother" e não em "Eclipse", canção em que lasers projetam uma pirâmide no meio da plateia.
"Durante a música 'Eclipse', eles colocaram a hashtag que desagradou a todos. Aquilo foi um erro. Era para ter aparecido mais tarde durante a música 'Mother', durante a parte 'Mother should I trust the government?' ('mãe, devo confiar no governo?'). Seria nessa parte que apareceria 'Ele não', aí faria sentido. Mas colocar no meio da 'Eclipse' foi um erro do meu time. Aquela parte da música era para aparecer pirâmides, lasers coloridos. Estávamos amando uns aos outros. No fim, é o clímax depois da jornada longa que atravessamos", afirmou, ao "Fantástico".
O músico disse, ainda, que desconhecia o que causava a reação da plateia. "Foi totalmente inapropriado, se eu pudesse dizer. Na segunda noite em São Paulo, nós não usamos hashtag, mas deixe-me terminar a história. Na primeira noite, eu não soube que tinha aparecido no telão. Achei que todos aplaudiriam, porque era isso que deveria acontecer. Naquele momento do show, em todos os lugares que tocamos no mundo todo, todos ficam tão contentes nessa parte, todos aplaudem. Aí me perguntei: 'O que está acontecendo?'", disse.
Apesar do erro de "timing", Roger Waters manteve a sua postura crítica contra pessoas detentoras do poder. "Eles são os inimigos, eles são quem deveríamos lutar contra, não entre nós. Isso é o que eles (poderosos) querem, que lutemos entre nós, porque enquanto lutamos entre nós, não focamos no nosso verdadeiro problema", afirmou.
Durante o "Fantástico", Waters também fez uma breve apresentação acústica. Veja:
A turnê de Roger Waters pelo Brasil passará, ainda, pelas seguintes cidades e datas: Salvador (dia 17), Belo Horizonte (dia 21), Rio de Janeiro (dia 24), Curitiba (dia 27) e Porto Alegre (dia 30).
Roger Waters critica o governo Bolsonaro
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