Pink Floyd: entenda o "estilo Gilmour" de tocar guitarra
Por Flávio Siqueira
Postado em 11 de março de 2014
Quando o assunto é guitarra, é inegável que, por vezes, o objetivo de guitarristas iniciantes é chegar num nível em que possam tocar numa velocidade ao menos razoável. Obviamente que tocar solos como "Eruption", de Eddie Van Halen, por exemplo, é um atrativo e tanto.
No entanto, defendo que, em se tratando de guitarra, velocidade não é tudo. Claro que tocar em alta velocidade às vezes não é nenhum demérito; gosto de guitarristas como Paul Gilbert, Steve Vai, Joe Satriani, Andy Timmons, entre outros. Mas abordo aqui o primeiro guitarrista que me impactou antes de eu iniciar o estudo da guitarra: David Gilmour.
Antes de ter qualquer noção sobre escalas, técnicas e outros assuntos sobre guitarra, Gilmour foi o cara que me deu um soco no estômago com aqueles solos longos, feéricos e cheios de feeling. Mas vamos ao que importa: o "estilo David Gilmour" de tocar guitarra.
Antes de mais nada, as linhas a seguir talvez soem um tanto "técnicas", talvez didáticas, mas de fácil entendimento. Analisando o modo como Gilmour toca durante onze anos, pude concluir que ele tem suas bases fincadas no blues, o que é bastante óbvio, e mais óbvio ainda é o fato de ele querer preencher cada compasso da música com o mínimo de notas (em algumas ocasiões).
Mas percebam bem: é complicado "dizer muito" na música com tão poucas notas. Para isso, Gilmour se vale de alguns artifícios. Primeiro, a famigerada escala pentatônica, escala que persegue os guitarristas até a morte. Através dela, Gilmour criou seus próprios licks (desenhos de escalas).
No segundo solo de "Comfortably Numb" é possível notar essa questão sobre licks: notem as partes que ele começa a solar nas cordas mais agudas e termina a escala na corda mais grave (mi). Isso é uma de suas marcas registradas. Guitarristas atuais, como John Petrucci, costumam fazer o inverso, saindo das cordas mais graves para as mais agudas.
Agora, duas ferramentas importantíssimas que perfazem seu estilo: bends e vibratos. Cada guitarrista tem sua pegada própria ao executar bens e vibratos, mas no caso de Gilmour isso chega a ser absurdamente notório. E a coisa fica melhor ainda quando ele executa as duas técnicas ao mesmo tempo, como no solo de "Sorrow". O que quero dizer é: Gilmour estica a corda até certo tom e executa o vibrato, conferindo mais "dramaticidade" aos seus solos.
E, em certos momentos,ele "sufoca" os ouvintes com as chamadas "pausas", técnica típica do blues. Nesse caso, o solo de "Another Brick in the Wall (Part 2)" é emblemático. E, para não me estender muito, finalizo com os arpejos. Quando Gilmour sola, ele geralmente pensa em cada nota preenchendo os acordes da progressão harmônica. Exemplo disso é "Time", em que ele desfila arpejos durante quase toda a música. Em outras palavras, arpejar significa tocar cada nota respeitando as notas que compõem determinado acorde. Agora junte tudo isso ao seu bom gosto em relação a timbres e pedais de efeito.
Às vezes, o difícil é fazer o que aparenta ser fácil e, acreditem, apesar da aparente simplicidade, quem estuda guitarra há de concordar: tocar os solos de Gilmour e, principalmente, tocar com a mesma intenção do guitarrista, não é tarefa das mais fáceis.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O hit do rock nacional que boa parte do Brasil não sabe o que significa a gíria do título
A lendária banda inglesa de rock que fez mais de 70 shows no Brasil
Se Dave Murray sente tanta saudade da família, não seria lógico deixar o Iron Maiden?
As cinco melhores músicas do Iron Maiden, segundo o Loudwire
A lenda da banda que foi batizada por suas músicas durarem menos do que 1 minuto
As cinco piores músicas do Iron Maiden, segundo o Loudwire
Dave Mustaine admite que pode não ter outra chance de falar com James Hetfield e Lars Ulrich
O melhor riff da história do heavy metal, segundo Max Cavalera (ex-Sepultura)
Produtor de "Master of Puppets" diz que Kirk não gravou base no disco; "Tudo era o James"
5 bandas de rock que melhoraram após trocar de vocalista, segundo Gastão Moreira
Dave Mustaine afirma que não há motivos para não ser amigo dos integrantes do Metallica
Twisted Sister confirma que fará shows com Sebastian Bach nos vocais
Edu Falaschi anuncia "Mi'raj", álbum que encerra sua épica trilogia
Ozzy Osbourne será homenageado com uma enorme estátua no Hellfest
Obituary - uma noite dedicada ao Death Metal sem rodeios



Bootleg lendário do Pink Floyd gravado por Mike Millard será lançado oficialmente em CD no RSD
O disco obscuro que Roger Waters acha que o mundo precisa ouvir; "Um álbum muito importante"
Os 5 álbuns que podem fazer você crescer como ser humano, segundo Regis Tadeu
O prato onde o Pink Floyd comeu, apesar de Roger Waters torcer o nariz para o cardápio
Zakk Wylde e David Gilmour discordam sobre o que poderia ter estragado "Dark Side"
Zakk Wylde acredita que tecnologia poderia ter arruinado discos clássicos
3 clássicos do rock cuja parte falada rouba a cena, segundo a American Songwriter
Os 5 melhores álbuns de todos os tempos, segundo Nick Mason do Pink Floyd
5 músicas para entender um headbanger
Confirmado: Axl Rose gosta de sorvete de baunilha


