Os 5 melhores álbuns do Kiss segundo o seu guitarrista e co-fundador Paul Stanley
Por André Garcia
Postado em 01 de julho de 2025
Odiados por muitos e amados por muitos outros, o Kiss entrou para a história do hard rock dos Estados Unidos como um de seus maiores e mais influentes nomes.
Banda americana com mais discos de ouro, de 1974 a 2009 foram 20 álbuns de estúdio e mais de 100 milhões de cópias vendidas.
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Conforme publicado pela Blabbermouth, em entrevista para Justin Richmond no Broken Record (podcast criado pelo lendário produtor Rick Rubin) Paul Stanley listou e comentou aqueles que considera os 5 melhores discos do Kiss:
"Alive!" (1975)
"Destroyer" (1976)
"Sonic Boom" (2009)
"Rock And Roll Over" (1976)
"Kiss Unplugged" (1996)
Alive!
"O primeiro da lista tem que ser o 'Alive!', porque esse disco realmente capturou a essência da nossa experiência ao vivo. […] Álbuns ao vivo eram chatos na época: você só sabia que eram ao vivo quando ouvia aplausos no final. Mas com o Kiss a gente queria um disco que te mergulhasse na experiência, com a plateia gritando, bombas explodindo… corrigir qualquer erro ou corda arrebentada. Os mais esnobes ou puristas podem até torcer o nariz [por causa dos retoques feitos em estúdio], mas ['Alive!'] até hoje é considerado um dos maiores discos ao vivo de todos os tempos — senão o maior! Não por ser 100% ao vivo, mas por ter capturado o que é estar num show do Kiss."
Destroyer
"'Destroyer' não soava nada como os discos anteriores, mas trabalhar com o Bob Ezrin foi uma aula, uma verdadeira escola. Ele trouxe disciplina, elevou a composição, e nos fez (pelo menos temporariamente) deixar de lado aquelas músicas só sobre festas e mulheres. Isso elevou o nosso nível! Muitas faixas desse disco entraram no nosso setlist até o fim: 'Detroit Rock City', 'God Of Thunder', 'Beth', 'Shout It Out Loud'."
Sonic Boom
"'Sonic Boom' foi um grande álbum de uma banda que reconheceu suas raízes, entendeu de onde veio, pegou o que precisava pegar e seguiu em frente. Amo esse disco e o espírito com que ele foi feito, onde todos sabiam o que queriam e estavam em sua melhor forma. […] O espírito de equipe em 'Sonic Boom' era palpável. Um grande álbum. Se ‘Modern Day Delilah’ tivesse saído no 'Rock And Roll Over', seria considerada um clássico. […] 'Sonic Boom' entra fácil no top 3."
Rock And Roll Over
"Eu gosto muito do 'Rock And Roll Over'. Ele não soa nem de longe como a gente realmente soava [ao vivo]. Era algo que fugia do que a gente fazia — talvez por causa de algumas das pessoas com que trabalhamos na época. Mas conseguimos fazer algo com foco e clareza do que a gente queria. E por isso é um disco muito bom."
Kiss Unplugged
"Amo o 'Kiss Unplugged'. Ouvi umas faixas dele há alguns dias. A banda, naquela época, estava com tudo! Sem efeitos, sem amplificadores, sem correria… só a gente com violões e bateria, cantando pra valer. E isso também deu chance para que as músicas brilhassem. Sempre acreditei que uma boa música pode ser tocada só com um violão e só. […] Uma música realmente boa pode ser despida até o osso, e continuar incrível. Ouvir 'Sure Know Something' ou 'I Still Love You' nesse formato ficou impressionante porque são canções excelentes. Então 'Kiss Unplugged' entra nessa lista, com certeza. Amo a simplicidade e o fato de que são só quatro caras com seus instrumentos."
Como 3/5 da lista são lançamentos de 1975/76, é de se imaginar que Stanley considere ter sido o auge da banda — assim como a maior parte dos fãs. Eu discordo apenas de "Sonic Boom", que eu provavelmente substituiria por "Revenge" (1992) — o álbum mais subestimado do Kiss para mim.
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