"O que eu defendo provavelmente está mais próximo de Jesus", afirma vocalista do Ghost
Por Mateus Ribeiro
Postado em 01 de julho de 2025
Um dos nomes mais relevantes da atual geração do rock, o Ghost está na estrada há mais de 15 anos. Capitaneado pelo talentoso cantor e compositor sueco Tobias Forge, o grupo conquistou uma base sólida de fãs com sua sonoridade envolvente — que transita entre o heavy metal, o pop rock e elementos de AOR — e seu visual teatral e provocador.
A banda costuma ser associada ao ocultismo, especialmente por conta das letras de faixas como "Ritual", "Year Zero" e "Devil Church". A estética visual da banda, marcada por símbolos místicos e figurinos elaborados, também reforça essa conexão. No entanto, essa imagem tem raízes mais artísticas do que muitos imaginam.

Durante uma entrevista recente à revista Metal Hammer, Tobias explicou a origem desse estilo visual e lírico. Segundo ele, as referências "capirotescas" utilizadas pelo Ghost têm relação direta com seu passado na cena underground do metal extremo.
"O primeiro disco do Ghost ["Opus Eponymius", de 2010] foi escrito sem nenhuma aspiração comercial. Era como um projeto de arte para mim, e as imagens satânicas eram uma espécie de homenagem às minhas origens nas cenas underground de death metal/black metal, onde tudo isso é onipresente. Para mim, era uma maneira muito natural de escrever e uma fonte de imagens fortes para usar."
Mais adiante, Tobias fez uma declaração que pode surpreender quem vê o Ghost apenas pela superfície. O vocalista afirmou que aquilo que defende está mais próximo dos ensinamentos de Jesus Cristo do que do que é comumente associado ao "lado do bem".
"O que eu defendo provavelmente está mais próximo de Jesus, do humanismo, do progresso e de uma abordagem positiva de como tratar as pessoas, do que aquilo que chamam de ‘lado do bem’, porque eles querem destruir tudo isso. Eles são o mais próximo que temos hoje de um maldito Damien Thorn [o personagem anticristo dos filmes "A Profecia"]. Não é irônico?"
O álbum mais recente do Ghost, "Skeletá", foi lançado em abril de 2025. Uma das faixas, "Satanized", tem um título que sugere algo sombrio — mas, segundo Tobias Forge, a música fala de um tema bem diferente: amor.
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