A música do Pink Floyd que David Gilmour considera uma bagunça improvisada
Por Bruce William
Postado em 29 de junho de 2025
No início dos anos 1970, o Pink Floyd ainda buscava sua nova identidade após a saída de Syd Barrett. O álbum "Ummagumma" já havia indicado um caminho experimental, mas o passo seguinte, "Atom Heart Mother", foi onde a banda decidiu seguir sem seu antigo produtor, Norman Smith, assumindo o controle total das gravações. A liberdade, no entanto, cobrou seu preço.
Uma das faixas mais peculiares do disco é "Alan's Psychedelic Breakfast", uma suíte instrumental dividida em três partes, recheada de efeitos sonoros e cenas de alguém preparando o café da manhã. O baterista Nick Mason achava a ideia curiosa, especialmente pelos efeitos, mas o guitarrista David Gilmour comentou a sensação que ficou: "Foi a coisa mais improvisada que já fizemos".

A crítica não parou por aí. Em entrevista à Mojo, Gilmour foi ainda mais duro ao relembrar o disco como um todo: "'Atom Heart Mother' foi uma boa ideia, mas terrível. Ouvi recentemente e é uma merda, provavelmente se trata de nosso ponto mais baixo em termos artísticos". Para ele, a banda parecia estar sem direção naquele momento.
Curiosamente, mesmo sem se falarem há décadas, Gilmour e Roger Waters concordam nesse ponto, aponta a Far Out. Em entrevista nos anos 1980 ao The Times, Waters afirmou: "'Atom Heart Mother' é um bom exemplo de algo que deveria ser jogado no lixo e nunca mais ouvido por ninguém". Já em livro de Mark Blake, o baixista chamou o álbum de "realmente horrível e embaraçoso".
Apesar disso, "Alan's Psychedelic Breakfast" sobreviveu como um retrato fiel da fase mais desorganizada do Pink Floyd. Se por um lado a banda parecia perdida, por outro acertava em momentos quase acidentais, e foi justamente nessa transição desajeitada que começou a se formar o som que levaria o grupo à grandeza nos discos seguintes.
Entre uma xícara de chá e sons de fritura, "Alan's Psychedelic Breakfast" virou símbolo de um tempo em que tudo parecia possível, inclusive errar feio e ainda assim abrir caminho para o futuro.
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