O maior álbum ao vivo da história foi lançado contra a vontade da própria banda
Por Bruce William
Postado em 01 de julho de 2025
Todo fã de rock possui ou, no mínimo, já ouviu falar de "Live at Leeds", disco ao vivo do The Who lançado em 1970. Para muita gente, é simplesmente o maior álbum ao vivo de todos os tempos. Mas, segundo Pete Townshend, ele só foi lançado porque a gravadora forçou, pois a banda não queria fazer aquilo.
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Na época, o The Who já vinha gravando seus próprios shows, graças ao técnico de som Bob Pridden. "Depois das apresentações, a gente se reunia, tomava uns drinques e ouvia as gravações, imaginando que um dia poderia sair um álbum ao vivo", contou Pete, em conversa com a Classic Rock. Mas esse dia não chegou por iniciativa da banda. A pressão veio da Decca, incomodada com o crescimento da pirataria e com o fato de Townshend estar lançando material solo sem envolver o selo.

Ele havia participado de dois álbuns voltados para um público bem específico: os seguidores de Meher Baba, mestre espiritual indiano com quem Townshend se envolveu a partir de 1967. Foram lançados "Happy Birthday" (1970) e "I Am" (1972), com músicas, ensaios e artes visuais produzidas por um grupo que incluía músicos, atores e artistas plásticos, entre eles, Ronnie Lane, do Faces.
"A Decca ficou brava por eu ter lançado esse material de forma restrita", disse Pete. "Eles vieram com duas exigências: uma era o 'Live at Leeds', que a gente não queria fazer, mas fomos obrigados. E a outra foi o 'Who Came First'." Este último acabou sendo lançado como seu primeiro disco solo oficial, ainda que, segundo ele, isso não faça o menor sentido. "Eu não queria fazer um álbum solo, então só juntei umas coisas... Na verdade, tem algumas músicas em 'Who Came First' que eu nem escrevi, porra."
No caso de "Live at Leeds", mesmo tendo sido feito a contragosto, o resultado marcou época. Captado na Universidade de Leeds em fevereiro de 1970, o disco é até hoje lembrado pela crueza do som e pela performance insana de Keith Moon, John Entwistle, Roger Daltrey e do próprio Townshend. Ironia das grandes: uma obrigação de contrato acabou virando um dos registros ao vivo mais cultuados da história do rock.

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