O guitarrista que, para David Gilmour, trouxe de volta algo que estava perdido
Por Bruce William
Postado em 30 de junho de 2025
David Gilmour nunca foi um guitarrista de firulas. Enquanto outros buscavam velocidade, técnica ou inovação, ele sempre preferiu a nota certa, no momento certo, mesmo que isso significasse soar contido perto de colegas mais chamativos. Em entrevista concedida à Guitar Classics em 1985, o músico do Pink Floyd falou sobre suas influências e sobre o que buscava em sua forma de tocar. Sem rodeios, admitiu: "Não sou rápido, não pratico muito, e nunca fiquei satisfeito com meu jeito de tocar."
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Na conversa, Gilmour comentou que tocava todos os dias, mas sem se dedicar a escalas ou rotinas de estudo. Disse que gostaria de ter mais velocidade - principalmente para pontuar com momentos rápidos entre frases lentas - mas reconheceu que não era seu ponto forte. Ainda assim, fazia questão de ouvir outros músicos, tanto por prazer quanto por aprendizado. "Tenho certeza de que ainda sou influenciado por gente como Mark Knopfler e Eddie Van Halen", afirmou.
Foi ao mencionar Knopfler que Gilmour deixou escapar um elogio incomum, vindo de alguém tão comedido em entrevistas. "Mark Knopfler tem um estilo adorável, refrescante. Ele trouxe de volta algo que parecia ter se perdido na forma de tocar guitarra." Não ficou claro exatamente o que ele quis dizer, mas é fácil imaginar: no meio de uma década dominada por exibicionismo técnico, Knopfler surgia com um fraseado suave, toque limpo e sensibilidade rara.
A resposta aparece entre muitas outras em que Gilmour cita nomes como Leadbelly, Clapton, Beck e Roy Buchanan, além de assumir que tentou tocar como Eddie Van Halen, mas sem sucesso. "Eu até testei algumas das ideias dele, mas não consigo fazer aquilo. Não sei se algum dia conseguiria juntar aquele tipo de coisa." Com o tempo, Gilmour passou a aceitar suas limitações como parte da identidade artística, e aprendeu a valorizar o essencial.
Para quem acha que bom guitarrista é só aquele que impressiona pela velocidade, a visão de Gilmour é quase uma aula de maturidade musical. E para quem ainda duvida do valor de tocar com bom gosto, basta ouvir qualquer solo seu - ou, como ele mesmo indicou, prestar atenção no que Mark Knopfler fazia enquanto o resto do mundo corria atrás da próxima escala mais difícil.
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