Como os Eagles acabaram levando um integrante do Yes para o lado negro da força
Por Bruce William
Postado em 01 de julho de 2025
Quem vê o Yes como uma banda cerebral, cheia de discos complexos e solos intermináveis, pode até imaginar um grupo blindado contra as esquisitices que costumam acometer a galera do rock and roll. Mas não foi bem assim. Nos anos 70, quando os Eagles viviam o auge entre hits de country rock e baladas de seis minutos, eles acabaram arrastando um dos maiores nomes do prog para o lado negro da força.
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O baixista Chris Squire relembrou como tudo começou: depois de algumas datas dividindo o palco, os integrantes das duas bandas viraram parceiros de festa. E a festa era regada do jeito mais óbvio possível. "Eu me envolvi com cocaína. Culpa dos Eagles. Mas foi só isso. Até onde sei, ninguém do Yes mexeu com heroína", contou Squire, sem rodeios, ao lembrar das montanhas de pó branco que Glenn Frey e Don Henley carregavam na estrada.
Enquanto o Yes mantinha a pose de banda séria, lançando álbuns longos e ensaiando como se não houvesse amanhã, nos bastidores o vício foi se enraizando. Squire, considerado um dos grandes baixistas do rock, acabou assumindo que não escapou da armadilha, mesmo que suas linhas de baixo continuassem intactas em clássicos como "Owner of a Lonely Heart".
Do outro lado, os próprios Eagles também pagaram caro pela farra sem fim, relembra a Far Out. Na época de "The Long Run", o perfeccionismo, o cansaço e a falta de novas ideias se misturaram com noites regadas a tudo, e ajudaram a enterrar a banda, que só se reencontraria de forma mais estável anos depois.
No fim das contas, a lição de Squire foi curta e direta: se no rock a tentação pode até virar combustível para escrever músicas, quando vira dependência, é uma prisão sem fuga. E nesse caso, segundo ele, a porta de entrada tinha nome e sobrenome: Eagles.
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