John Paul Jones, o ladrão de trovões e sua criatividade
Por Isaias Freire
Postado em 20 de fevereiro de 2024
Há pouco tempo, escrevi um artigo falando da falta de criatividade de Jimmy Page na música e constato que seu parceiro do Led Zeppelin, John Paul Jones, trilhou um caminho bem diferente, criando diversidade desde o término da banda, seja como sideman ou em trabalhos próprios.
Para isso, vamos dar uma olhada no ótimo "The Thunderthief" e, depois, na posterior carreira de John Paul Jones.
John Paul Jones - Mais Novidades
O disco começa com "Leafy Meadow", veloz e com uma pegada bem industrial, em que Robert Fripp dá uma ajudinha no solo. Em "The Thunderthief", é a primeira vez que Jones canta, e não se sai mal. Em "Hoediddle", as variações de tema dentro da música são bem legais. "Ice Fishing at Night" é uma música progressiva e segue o estilo das grandes bandas progressivas da década de 70. "Daphne", a mais rock de todo o disco, tem a sacada de colocar chiados de LP`s, o que ficou fantástico. "Angry Angry" lembra o punk saído da Carnaby Street em Londres no ano de 77’. "Down to the River to Pray", com arranjo de Jones, é a música mais Led Zeppelin do disco, poderia estar no Led Zeppelin III ou no famoso bootleg Jeannings Farm Blues. Em "Shibuya Bop", a variedade de instrumentos utilizada é algo impressionante, é uma música jazzística beirando o free jazz. Em "Freedom Song", JPJ toca bandolin e apresenta algo bem folk -- se tivesse uma flauta até pareceria Jethro Tull. Em suma, "The Thunderthief" é um disco que esbanja diversidade e criatividade.
Sei que o trabalho é de 2001 e que para falar que JPJ é criativo temos que olhar o que veio depois.
Em 2004, ele gravou com Mutual Admiration Society; em 2009, com Sara Watkins, e também criou o supergrupo Them Crooked Voltures, lançando o ótimo disco homônimo. Em 2013, gravou blues com Seasick Steve. Em 2016, gravou um álbum de raízes africanas com a maliana Né So e, em 2019, se juntou a Anssi Karttunen para criar o projeto Sons of Chipotle -- improvisações de qualidade cobrindo uma vasta área da música normalmente esquecida.
Em suma, John Paul Jones participa de um seleto grupo de artistas que não possuem medo de inovar, tendo uma inesperada criatividade ao longo de toda sua carreira.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Regis Tadeu explica morte dos Mamonas Assassinas: "Imprensa não contou"
O maior vocalista da história, de acordo com a ciência
Andi Deris diz que o Helloween ainda consegue cantar todas as músicas no tom original
Agora é oficial: Slipknot anuncia demissão de Sid Wilson
Regis Tadeu explica por que Blackmore voltou ao palco com o Deep Purple após 33 anos
As 4 melhores músicas de 1986, segundo Robert Smith, vocalista do The Cure
Geddy Lee fala sobre importância de ainda cantar as músicas do Rush nos tons originais
A música "sem graça" que zoa o punk rock e se tornou hit do Van Halen
Roger Glover não quer que Deep Purple faça show de despedida
TMZ divulga novos detalhes sobre a expulsão de Sid Wilson do Slipknot
As 5 melhores músicas do Yes de acordo com o guitarrista Steve Howe
5 clássicos do rock nacional cujas letras envelheceram mal
"Rebirth", do Angra, é citado em lista de álbuns essenciais do prog metal
Ritchie Blackmore sobre o Deep Purple: "Nunca senti que fosse algo extraordinário."



As duas músicas do Led Zeppelin que John Paul Jones preferia esquecer
Tributo a Syd Barrett une Pink Floyd, David Bowie, Violeta de Outono e John Paul Jones
Janick Gers: descartável ou essencial ao Iron Maiden?


