Cliff Burton: Em 1986 morria o Mozart do Metal

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Nacho Belgrande, Fonte: Site do LoKaos Rock Show
Enviar correções  |  Comentários  | 

Matéria de 26/09/11. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

Por Mick Wall, traduzido por Nacho Belgrande

Em 1986, na noite de 27 de setembro, por volta das 09h30min PM do horário de São Francisco, por volta de 06h30min AM na Suécia – o baixista do Metallica, CLIFF BURTON foi morto quando o ônibus vagabundo no qual a banda estava viajando patinou para fora da estrada e tombou de lado, arremessando metade do corpo de Cliff por uma janela lateral, e aterrissando em cima dele, seus pés aparecendo para fora da estrutura.

387 acessosMetallica: Cartazes edição limitada serão vendidos nessa quinta5000 acessosSabaton: Exército brasileiro retribuiu homenagem da banda sueca

Se Cliff não estivesse morto, ele certamente estaria após o primeiro guindaste chegar ao local do acidente e içar o ônibus de cima dele por alguns metros, só pro cabo de aço se romper e o ônibus cair de novo em cima dele com força total.

Foi um fim enojante e injusto para uma vida que tinha sido vivida como nós todos sonhamos que as vidas do rock deveriam, mas nunca o são, e agora então, um quarto de século depois, menos do que nunca.

Quando, apenas algumas semanas antes, os quatro membros do Metallica tinham sido notificados por seus empresários que o sucesso de seu terceiro disco, ‘Master of Puppets’ – o primeiro do grupo a chegar ao Top 30 dos EUA – o que significava que eles agora poderiam fazer um pagamento de entrada em casas novas, Cliff sorriu marotamente e disse: “Eu quero uma casa onde eu possa atirar com minha arma que dispara facas!”

Uma coisa tipicamente do Cliff para se dizer, o que ele queria dizer, traduzido a grosso modo, foi: Ótimo, agora que eu tenho dinheiro eu posso ser ainda mais quem eu de fato sou.

Para Cliff Burton, veja bem, como todos os grandes nomes da música, cinema, TV, esporte – qualquer tipo de atividade criativa que por vezes chamamos de arte – não se começava ou mesmo terminava-se com quanto dinheiro você ganhasse, mas com o quão grandioso o que você fez realmente era. Não o quanto os críticos diziam que fosse. Ou mesmo os fãs, honestamente. Mas o quanto a peça estava enraizada lá dentro onde mais conta, na sua própria alma.

temp01/1317078642.jpgVocê podia ver isso na superfície, no modo que ele se vestia. A própria banda dele ficava envergonhada com a preferência exagerada dele por jeans de boca-de-sino (isso numa época em que, jovens historiadores, tais calças estavam tão na moda como ombreiras enormes são hoje em dia), sua queda por cardigãs comidos por traças, e seu gosto por ficar chapado o tanto quanto possível o tão freqüente fosse possível.

O mais importante, estava ali na música que emanava de cada fibra de seu ser. Quando ele não estava tocando baixo no palco, Cliff passava seu tempo tocando um violão velho arrebentado, mandando licks do guitarrista do LYNYRD SKYNYRD Ed King [o cara alto e grande, sempre com um cigarro pendurado na boca].

Quando viajava com a banda, no ônibus era sempre Cliff quem comandava o toca-fitas, decidindo o que eles iriam ouvir enquanto corriam os quilômetros daquele dia. Fitas de mixes especiais feitos por Cliff incluem faixas do Skynyrd, Bach, Kate Bush, Peter Gabriel, The Police, Velvet Underground, R.E.M., Stanley Clarke, Simon & Garfunkel, ZZ Top e Motörhead.

Tudo isso e mais acabava no seu modo de tocar baixo e no coletivo musical que Cliff Burton trazia ao Metallica. Você quer saber como foi que o Metallica se tornou tão maior que o Slayer e o Megadeth – está bem ali nas lições musicais que Cliff deu a eles todo dia enquanto estavam juntos. A principal lição: mantenha sua mente aberta, desgraçado.

Você pode querer pensar sobre isso quando pensar no falecimento dele hoje à noite – ou quando você ouvir ao álbum do ‘Loutallica’. Não vai ser metal no tradicional modo ‘cabeça-enfiada-no-próprio-rabo’. Mas vai ser com certeza uma coisa bem Cliff Burton de se fazer.

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Mais comentários na Fanpage do site, nos links abaixo:

Post de 28 de setembro de 2014
Post de 27 de setembro de 2015

MetallicaMetallica
James explica como ele cria os títulos das músicas

387 acessosMetallica: Cartazes edição limitada serão vendidos nessa quinta1256 acessosMetallica: Lars queria ver Phil Rudd tocando Enter Sandman0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Metallica"

Jason NewstedJason Newsted
O que ele achou do Metallica com Lady Gaga?

Max CavaleraMax Cavalera
O Sepultura nunca fez uma merda tipo o "Lulu", do Metallica

MetallicaMetallica
Negando comentários sobre tortura

0 acessosTodas as matérias da seção Notícias0 acessosTodas as matérias sobre "Metallica"

SabatonSabaton
Exército brasileiro retribuiu homenagem da banda sueca

Marilyn MansonMarilyn Manson
Vocalista revela suas estranhas fobias sexuais

Metal norueguêsMetal norueguês
As dez melhores bandas segundo o About.com

5000 acessosMotorhead: Segundo Lemmy Kilmister, "Rap não é música"5000 acessosGuns N' Roses: os Jovens Pistoleiros, sexo, drogas e RnR5000 acessosRockstars: 18 roqueiros que já apareceram em filmes5000 acessosSlayer: ouça "Seasons In The Abyss" com Corey Taylor no vocal5000 acessosDave Mustaine: a admiração por Bruce Dickinson e o Iron Maiden5000 acessosMetallica: James Hetfield acredita em Deus?

Sobre Nacho Belgrande

Nacho Belgrande foi desde 2004 um dos colaboradores mais lidos do Whiplash.Net. Faleceu no dia 2 de novembro de 2016, vítima de um infarte fulminante. Era extremamente reservado e poucos o conheciam pessoalmente. Estes poucos invariavelmente comentam o quanto era uma pessoa encantadora, ao contrário da persona irascível que encarnou na Internet para irritar tantos mas divertir tantos mais. Por este motivo muitos nunca acreditarão em sua morte. Ele ficaria feliz em saber que até sua morte foi motivo de discórdia e teorias conspiratórias. Mandou bem até o final, Nacho! Valeu! :-)

Mais matérias de Nacho Belgrande no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online