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Metallica: a controvérsia por trás de Ride The Lightning

Por Fernando Portelada
Fonte: Ultimate Classic Rock
Em 08/08/14

Um ano e dois dias depois de lançar seu clássico álbum de estreia, "Kill ‘Em All", o METALLICA voltou com o seu segundo álbum em 27 de julho de 1984, "Ride The Lightning" e rapidamente pisoteou sobre o azar de lançar o segundo disco com um set de músicas que viram a banda abrir seu escopo de sons de thrash metal para incorporar arranjos mais afiados, uma composição mais pensada, melodias mais fortes e até um pouquinho de guitarras acústicas.

A Rolling Stone em 2014 se encontrou com os membros do METALLICA, Lars Ulrich e Kirk Hammett e juntamente com o produtor do álbum, Flemming Rasmussen, para olhar para o legado do álbum e compartilhar algumas memórias de tudo que passaram quando quatro pobres metal heads chegaram no estúdio de Rasmussen, em Copenhagen, no inverno de 1984.

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"Foi ótimo quando começamos lá, mas estávamos com saudade de casa após três ou quatro semanas", disse Hammett rindo. "Eram três americanos e um dinamarquês. Foi fácil para o dinamarquês se encaixar, mas não foi tão fácil assim para os três americanos. Estávamos vivendo um pouco de choque de culturas." Adicionando que eles "não tinham muito o que fazer a não ser trabalhar na música e beber cerveja", admitiu. "Nós destruímos por completo a casa de nosso amigo quando estávamos hospedados lá. Nós entupimos a banheira."

"Eu nunca tinha ouvido falar deles, mas gostava deles como pessoas", relembra Rasmussen. "O estúdio em que eu trabalhava, o Sweet Silence, era renomado na Dinamarca. Meu mentor gostava muito de Jazz. Ele me puxou de lado um dia e disse: ‘O que diabos está acontecendo com esses caras? Eles não sabem tocar.’ E eu disse: ‘Quem liga? Veja só essa energia.’"

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Como Ulrich apontou, o material em "Ride The Lightning" foi afetado pelo fato de que foi o primeiro set de músicas que escreveram após a demissão do membro fundador, Dave Mustaine. "Foi a primeira vez que nós quatro compomos juntos e tivemos a chance de abrir nossos horizontes. Eu não lembro de ser um esforço coletivo, se separar de algo, musicalmente falando", meditou. "Obviamente, ouvir músicas como ‘Fight Fire With Fire’ ou ‘Trapped Under Ice’, nós ainda estávamos obviamente dentro das coisas mais thrash, mas estávamos percebendo que tínhamos que ser cuidados para que ele não fosse limitado ou unidimensional... ‘Ride The Lightning’ foi a primeira vez em que ambos, Cliff [Burton, baixista já falecido] e Kirk tiveram a chance de adicionar o que estavam fazendo. Eles vieram de uma escola diferente, especialmente Cliff, que vinha com uma abordagem muito mais melódica."

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Isso foi honestamente deliberado, como evidenciado por comentários de Ulrich em uma entrevista de 1984 com a Kerrang! em que ele relembra as razões para se afastar do thrash: "Era simplesmente a falta de arranjos, falta de habilidade, falta de composição, falta de qualquer forma de inteligência." Argumentou. "O Thrash metal, para mim, é só abrir com um riff de uma nota por cinco minutos o mais rápido que você puder."

"Lighgtning" foi um sucesso de vendas para a banda previamente underground, atingindo a 100ª posição da Billboard 200 – e atraindo ao fim o interesse da Elektra Records, que assinou um novo contrato com a banda e relançou o álbum no final daquele ano. Ainda que o disco tenha expandido a paleta musical do grupo, isso não ocorreu sem seus detratores: "Há uma estranha reação à ‘Fade To Black’ e à variedade do disco. Isso nos surpreendeu um pouco, eu acho." Admitiu Ulrich. "As pessoas começaram a nos chamar de vendidos e todo o tipo de coisas. Algumas pessoas ficaram desnorteadas com o fato de ter uma música com guitarras acústicas. E isso foi engraçado porque todos os grandes discos do BLACK SABBATH, DEEP PURPLE, IRON MAIDEN, JUDAS PRIEST, MERCYFUL FATE tinham essa parte em seu arsenal também. O fato de que seguimos esse caminho com certeza não era para surpreender ninguém."

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Ao fim, um risonho Ulrich concluiu: "Obviamente ele se sustenta muito bem. Há uma energia jovem que corre através desse disco. Uma boa porção dessas músicas ainda estão fixadas em nosso set ao vivo. E se contarmos ‘For Whom The Bell Tolls’, ‘Creeping Death’, ‘Fade To Black’ e ‘Ride The Lightning’, não é bem uma media ruim.

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Sobre Fernando Portelada

25 anos, Blogger, Podcaster, Gamer, Leitor de Quadrinhos, Ouvinte de Rock, Jornalista, e chato acima de tudo. Ouviu Imaginations From The Other Side do Blind Guardian aos 13 anos, emprestado por um amigo de escola. Ainda é um de seus álbuns preferidos.

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