Impéria: Um som rico em elementos e influências musicais
Resenha - Em Dias Assim - Impéria
Por Gisela Cardoso
Postado em 31 de janeiro de 2017
Intitulado "Em Dias Assim", o álbum de estreia da banda Impéria foi lançado no ano de 2011, com a produção assinada por Fernando Magalhães, conhecido também como guitarrista do Barão Vermelho e produtor de grandes nomes brasileiros, como Detonautas. De lá para cá, muito já deve ter mudado e evoluído na carreira do grupo. Mas é sempre bom relembrar um dos mais significativos registros de uma banda como a Impéria.
Nos primeiros minutos do álbum, é possível perceber uma alta qualidade técnica e sonora, oferecendo um som rico em elementos e influências musicais, passando pelo rock alternativo ao clássico, e até pelo hard rock ao heavy metal.
Um dos destaques do disco é o trabalho nas guitarras por Felippe Deliberalli, oferecendo riffs agressivos e muito bem construídos que garram na cabeça de qualquer um, conforme podemos ouvir na faixa-título em "O Povo do Caos", por exemplo. Já os vocais de Marcio Deliberalli não inovam bastante ou arriscam a ser mais ousados, mas se encaixam bem nas composições em si.
Além disso, outro aspecto que chama atenção é a variação sonora ao longo do trabalho, com passagens velozes e pesadas, mas também com melodias calmas e mais lentas. Aliás, chega até ser admirável o cuidado que o grupo teve ao criar uma sonoridade assim, digamos, "bipolar", o que de fato contribui para a criação e solidificação de sua própria identidade.
Composto por dez faixas, algumas delas que merecem destaque, além da faixa-título, são "Guerra Sem Sentido", "Trilhas Abertas" e "Sou o que eu sou".
Fica claro que "Em Dias Assim" a banda Impéria não está preocupada com rotulações. Apostando em uma sonoridade própria, o grupo expressa muito bem as suas vastas influências, gerando um trabalho diversificado para todos os gostos dos apreciadores do rock brasileiro.
Tracklist:
01. "K-Otica"
02. "Guerra Sem Sentido"
03. "Em Dias Assim"
04. "O Povo do Caos"
05. "Alta Voltagem"
06. "Dias de Paz"
07. "Nova Terra"
08. "Trilhas Abertas"
09. "Eu Sou o Que Sou"
10. "Eu Sou o Que Sou – Sole Novum"
Line up:
Marcio Deliberalli – Vocal
Flavius Deliberalli – Bateria
Felippe Deliberalli – Guitarra
Ricardo Ueno – Baixo
Mais informações em:
http://www.bandaimperia.com
Outras resenhas de Em Dias Assim - Impéria
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda que Dave Grohl chamou de circo e comparou a cerveja velha e sem graça
Bono e The Edge explicam o que mantém o U2 unido há 50 anos
Os "aditivos legais" que Dave Lombardo consumiu durante as gravações de "Reign in Blood"
A pergunta estranha que Clive Burr teria feito a Nicko McBrain
Nicko McBrain reconhece que Iron Maiden foi injusto com Blaze Bayley
Os graves erros que Mick Mars cometia no palco do Motley Crue, segundo Tommy Lee
O gênero musical que Slash considera mais vibrante que o rock atualmente
A banda nova que Rob Halford e Robb Flynn defendem e o The Guardian detona
A canção de dois adolescentes que impediu "Bohemian Rhapsody" de chegar ao topo das paradas
Akira Takasaki (Loudness) sobe ao palco com o Angra para tocar clássico do Deep Purple
A banda de metal que Gene Simmons dizia que iria tomar o lugar do Kiss
O álbum do Metallica que tem Kirk Hammett como ponto mais fraco, segundo Gastão
A delicada música do Black Sabbath que Tony Iommi escolheu para seu casamento
O instrumento que Steven Tyler quebrou gravando um clássico do Aerosmith e ninguém consertou
A música que Jon Bon Jovi nunca cantaria, segundo Desmond Child
A resposta de David Gilmour quando perguntado se tinha ciúmes de Roger Waters
A icônica banda de heavy metal que recusou baterista por conta da cor da bateria
A banda que poderia fazer parte do Big 4 do Thrash, segundo Dave Lombardo e Charlie Benante

"Gates of Twilight", a estreia certeira do Wings of Steel
"From The Dark"; "apenas" um disco solo de Tony Iommi que evoca o Black Sabbath com Dio
Nunslaughter retorna disparando blasfêmia de grosso calibre no ótimo "Satanic Chaos Legions"
Immolation mantém a extremidade intacta com "Descent"
The Hellacopters revê sua transformação em "Cream Of The Crap! Volume 3"
O ocultismo britânico ganhou novos contornos com "Woodland Rites" do Green Lung
Biohazard retorna afiado com "Divided We Fall"
Tyketto recupera o fôlego com "Closer to the Sun", seu primeiro disco em uma década



