Impéria: Banda é um gigante adormecido
Resenha - Em Dias Assim - Impéria
Por Victor de Andrade Lopes
Fonte: Sinfonia de Idéias
Postado em 29 de maio de 2015
Nota: 6 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Em Dias Assim, álbum de estreia do quarteto paulista Impéria e lançado em 2011, tem produção assinada por Fernando Magalhães, guitarrista do Barão Vermelho. Isso, por si só, já deveria dizer muito sobre o trabalho - mas não espere nada extraordinário. O som do Impéria não é algo muito exato, mas pega nítidas influências de hard rock, rock alternativo, heavy metal, grunge e um pouco de punk só para dar um gostinho. Riffs pesados e arranhadas bem-vindas no violão dividem espaço com vocais melódicos e rasgados. Mas o resultado geral é algo que não empolga.
O Impéria peca por duas coisas: primeiramente, a previsibilidade. Quando ouvi o álbum pela primeira vez, peguei-me adivinhando (e acertando) as palavras que seriam usadas para concretizar algumas das rimas. As letras poderiam ser melhor trabalhadas, pois soam óbvias sem serem diretas. Os vocais de Marcio Deliberalli replicam o problema que marca a maioria das novas bandas novas do rock nacional: não são marcantes, e o vocalista parece inseguro com alguma coisa.
A banda como um todo, aliás, não soa muito segura. Isso fica ainda mais evidente no clipe abaixo, em que os membros pouco se movimentam e pouco interagem com o ambiente e com eles mesmos. Sequer olham para a câmera. O som de Em Dias Assim é todo "para baixo", sem momentos de esplendor. Falta brilho.
Por outro lado, é louvável que a banda não tenha se rendido às baladinhas românticas e sem sal que as grandes gravadoras e emissoras adoram. Na verdade, os temas são menos fáceis e devem agradar a um público mais exigente. Como destaques, ficam a faixa título, "Dias de Paz" e "Trilhas Abertas".
É chato não ter como dar nota alta para uma banda iniciante do rock nacional, mas não é que estejamos tão carentes de bons grupos novos. É nítido que tem alguma coisa ali por debaixo do som recatado do quarteto, aguardando a oportunidade de ser liberado. O Impéria é exatamente como o país onde nasceu: um gigante adormecido;
Abaixo, o vídeo de "Eu Sou o que Eu Sou":
Track-list:
01. "K-Otica"
02. "Guerra Sem Sentido"
03. "Em Dias Assim"
04. "O Povo do Caos"
05. "Alta Voltagem"
06. "Dias de Paz"
07. "Nova Terra"
08. "Trilhas Abertas"
09. "Eu Sou o Que Sou"
10. "Eu Sou o Que Sou – Sole Novum"
Outras resenhas de Em Dias Assim - Impéria
Coloque WHIPLASH.NET entre suas fontes favoritas do Google
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A melhor música já escrita em todos os tempos, segundo Bob Dylan e Billy Joel
As 5 melhores músicas do Black Sabbath de todos os tempos, segundo Geezer Butler
O filme com a melhor trilha sonora de todos os tempos, segundo Edu Falaschi
O vocalista contestado que mudou os rumos de uma das maiores bandas da história do metal
As bandas de metal que Hetfield não compreende; "Como diabos conseguem lembrar das músicas?"
A música do Led Zeppelin que melhor define Robert Plant, segundo Jimmy Page
As três capas que enganaram Gastão: "Achei que era metal, mas era outra coisa"
O melhor álbum de rock progressivo de cada ano dos anos 1970, segundo a Loudwire
A canção dos anos 50 que Robert Plant considera a base do rock pesado
As 25 melhores músicas do Iron Maiden, segundo a Metal Hammer
A música mais idiota da carreira do Megadeth, na opinião de Dave Mustaine
O guitarrista que faria Eric Clapton ficar apenas na guitarra base, se dividissem o palco
O clássico do prog setentista apontado pelo Hall da Fama como essencial ao rock moderno
O melhor disco dos anos 80, segundo a Classic Rock
Novo álbum do Queensryche terá conceito amarrado com o primeiro disco
David Gilmour largou vício maléfico após ouvir erro em disco do Pink Floyd
Rob Halford: Vocalista revela seus 10 álbuns preferidos
Tony Iommi redescobriu banda dos anos 70; "não gostava muito naquela época"


Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto



