Com muito death/power metal, Suotana exalta as lendas e a natureza do norte europeu
Resenha - Ounas II - Suotana
Por Mário Pescada
Postado em 30 de dezembro de 2025
Nota: 7 ![]()
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Algumas resenhas além de nos colocar em contato com estilos que não estamos tão habituados a ouvir no dia a dia, ainda nos revelam interessantes histórias. A bola da vez para mim foi o Suotana (algo como "pântano diabólico"). Apesar dos seus dez anos de estrada e agora quatro discos lançados, nunca tinha ouvido falar do grupo oriundo de Rovaniemi, capital da Lapónia, lugar de natureza exuberante e de grande fluxo turístico por conta da Aurora Boreal, safáris de renas e por ser a "casa" do Papai Noel".
Quanto a música, esse ano o sexteto finlandês lançou "Ounas II" (2025), continuação de "Ounas I" (2023) - que pelas entrevistas dadas até então, ao que tudo indica, não deve seguir uma trilogia - disponível em CD no Brasil pela parceria entre a Shinigami Records com a alemã Reaper Entertainment.

"Ounas II" (2025) está ligado ao disco anterior não apenas pela evidente questão numérica, mas por ter mantido intacta a sonoridade do grupo: death/black metal muito melódico, chegando a soar em muitos trechos power metal/folk. Quando digo black metal é devido aos vocais rasgados de Tuomo Marttinen, já que a banda não segue a doutrina adotada por tantos conterrâneos seus. Liricamente, o foco do grupo é exaltar a natureza local e seus mitos (nenhuma menção a Papai Noel), inclusive, a palavra Ounas seria algo como "um forte senso de pertencimento ao Norte e a Região Ártica".
Ainda no assunto instrumental, todas as músicas do Suotana são carregadas de teclado, guitarras bem melódicas e peso, porém, sem soar extremo. Três bons exemplos disso: "Foreverland" com seus vocais ora guturais, ora rasgados; "The Crowned King Of Ancient Forest", que tem um instrumental muito bem construído e a épica "1473 Ounas" que entre seus grandiosos dez minutos de duração, contou com vocais da bela Zoë Marie Federoff, a ex-tecladista do Cradle Of Filth que pediu contas depois da apresentação do grupo em São Paulo em agosto desse ano alegando abusos da parte de Dani Filth. Encerrando há ainda uma boa versão para "Hatebreeder", do Children Of Bodom, maior influência musical da banda.
Me agradou o som do Suotana, apesar de não ser o tipo de som que ouço com frequência, como dito no começo dessa resenha. Algumas passagens, por conta dessa mistura da agressividade do death metal com melodias do power metal soam em alguns momentos destoantes, mas no todo, um bom disco capaz de agradar quem gosta de metal melódico em geral.
Formação:
Tuomo Marttinen: vocais
Pasi Portaankorva: guitarra
Tommi Neitola: teclados
Ville Rautio: guitarra
Rauli Juopperi: bateria
Rauli Alaruikka: baixo
Faixas:
01 The Flood (In Memoriam) (instrumental)
02 Foreverland
03 Winter Visions
04 Twilight Stream
05 The Crowned King Of Ancient Forest
06 1473 Ounas feat. Zoë Marie Federoff
07 Hatebreeder (Children Of Bodom cover)
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