Megadeth: novo álbum traz banda coesa e canções autorais
Resenha - Super Collider - Megadeth
Por André Breder Rodrigues
Postado em 20 de junho de 2013
Nota: 8 ![]()
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Megadeth é uma banda que dispensa apresentações, seja você um ardoroso fã ou um detrator da banda. O talentoso Dave Mustaine já há algum tempo conseguiu estabilizar a formação de sua banda, que nos últimos anos traz além dele o seu companheiro de longa data David Ellefson, o monstruoso guitarrista Chris Broderick e o ótimo baterista Shawn Drover.
Com um time de músicos desse calibre, a pressão de que todo novo álbum da banda seja fantástico é algo compreensível. Super Collider, o novo álbum, traz uma banda coesa e dez novas canções autorais (em sua maioria) bem típicas do grupo. Abaixo estarei comentando sobre cada uma delas e dando o meu parecer sobre o álbum como um todo, no final. Então, como diria Jack o estripador, "vamos por partes":
01- Kingmaker (4:16): Abre muito bem o álbum, sendo uma canção bem direta, pesada. É forte candidata a se tornar presença obrigatória nos próximos shows da banda.
02- Super Collider (4:11): A faixa-título vem na sequência e apesar de muitos terem torcido o nariz para ela quando a mesma foi divulgada na internet antes do álbum sair, não concordo com a maioria e a considero uma boa canção. É uma canção mais "solta", um pouco diferente do padrão normalmente utilizado pelo Megadeth em suas músicas, mas mesmo assim não deixa de ser uma canção interessante e que mereça a audição.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
03- Burn! (4:11): Uma das melhores faixas do novo álbum, com riffs, licks e solos de guitarra sensacionais, e ainda conta com umas das melhores linhas vocais de Dave Mustaine em todo o disco. É uma faixa tão empolgante que logo termina e você fica querendo que ela continuasse por mais bons minutos.
04- Built for War (3:57): Mais uma faixa direta, crua, com uma bateria destruidora muito bem acompanhada pelo baixo grave e pesado de David Ellefson.
05- Off the Edge (4:11): Ótimo e pulsante riff de guitarra dita o ritmo de mais esta ótima canção. Refrão bacana e solos de guitarras empolgantes.
06- Dance in The Rain (4:45): Primeira música do álbum que traz a participação de David Draiman, vocalista do Disturbed e também da banda Device. Tem um início narrado e depois cai em linhas vocais bem melancólicas feitas por Dave Mustaine, e depois muda novamente, seguindo uma linha mais direta. Draiman canta um dos trechos mais pesados próximo do final da canção e mostra suas qualidades vocais.
07- The Beginning of Sorrow (3:51): Canção com uma condução pesada e com um clima melancólico. Para mim não chega a ser um dos destaques do álbum, mas nem por isso se trata de uma música ruim.
08- The Blackest Crow (4:27): Canção mais variada do álbum, cheia de mudanças de andamento e com várias partes acústicas. Questão de gosto, mas é a faixa que menos me agradou do novo trabalho do Megadeth.
09- Forget to Remember (4:28): Segunda faixa que conta com participação de David Draiman. Canção com uma condução direta, pesada e empolgante. Na minha opinião umas das melhores músicas do álbum (se não for a melhor).
10- Don't Turn Your Back...(3:47): Possui uma introdução meio Blues, mas logo a música se transforma em um "metalzão" de dar gosto de ouvir! Outra canção que está entre as minhas preferidas do novo trabalho do Megadeth e que encerra as canções autorais de Super Collider com chave de ouro.
11- Cold Sweat(3:10): Trata-se de um cover da lendária banda Thin Lizzy. Uma bela homenagem do Megadeth a uma de suas influências.
Concluindo: Super Collider em seus pouco mais de 45 minutos de duração traz um Megadeth mais direto, onde canções não chegam perto dos cinco minutos de duração. Para quem esperava um álbum com músicas mais longas, cheias de solos, poderá se decepcionar um pouco com o álbum, mas já aqueles que querem ouvir algo mais "simples" e direto ao ponto, irão aprovar a direção tomada pela banda neste disco. Mesmo estando longe de ser o melhor trabalho do grupo nos últimos tempos, Super Collider também está longe de ser o pior. Trata-se de um trabalho que na minha opinião mantém o Megadeth entre os grandes do Heavy Metal mundial.
Formação:
Dave Mustaine – Vocais, Guitarras
Chris Broderick – Guitarras, Vocais de apoio
David Ellefson – Baixo, Vocais de apoio
Shawn Drover – Bateria, Percussão
Outras resenhas de Super Collider - Megadeth
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