James Hetfield revela o passatempo exótico que tem em comum com Neil Peart
Por André Garcia
Postado em 23 de junho de 2024
Nem só de gravações e de turnês vive um rockstar — ainda mais depois de uma certa idade, quando começa a deixar de lado a vida de farras, bebedeiras e excessos em geral. Fora dos palcos eles, assim como nós, desenvolvemos gostos dos mais diversos.
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Em sua autobiografia Neil Young falou mais de carros antigos e miniatura de trens do que de seus álbuns clássicos; Lemmy Kilmister era fanático por livros, documentários e memorabílias da Segunda Guerra Mundial; Lou Reed dedicou os últimos anos de sua vida à prática do tai chi; Gene Simmons é uma enciclopédia ambulante de HQs da era de prata… e por aí vai.
No Metallica Rob Trujillo gosta de surfar quase tanto quanto de tocar baixo, enquanto Kirk Hammett é tão fanático por filmes de terror que tem uma coleção de itens relacionados que é praticamente um museu.
Já James Hetfield quando não está na estrada gosta de ficar em casa em contato com os animais que o cercam. Em recente entrevista para a Guitar Papa Het mostrou um lado de si até então desconhecido por muito — o de observador de pássaros.
"Eu adoro todos os animais… principalmente salgados e mal passados. Tô zoando! Eu adoro todos os animais deste planeta, eles são muito legais. Em meu tempo livre, sou obcecado por fumar um charuto na varanda e devo ter uns seis viveiros de pássaros [...] pelo menos até que os ursos saiam da hibernação no Colorado e venham destruir meus viveiros."
"Conheço todos os pássaros que aparecem por lá. Tenho até um aplicativo de sons de pássaros, assim posso ver qual ele é, atrair ele para falar conversar… essas coisas. Eu adoro isso! Onde eu moro aparece animais, e posso ver eles."
"Admiro o lobo, a águia, o búfalo, o alce... Gosto de acreditar que os seres humanos se distraíram tanto com a agitação do mundo que se esqueceram da sobrevivência. [Os animais] saem em busca de comida e esse é o objetivo do dia. Eles não precisam se preocupar com todas as outras coisas. No final do dia, [tenho que] ser grato pelo alimento, que é tudo o que realmente preciso para hoje", concluiu.
E o que isso tem a ver com Neil Peart?
No livro Ghost Rider: Travels on the Healing Road, ele fala sobre a tragédia que se abateu sobre ele nos anos 90 e obrigou o Rush a temporariamente encerrar suas atividades: em menos de 12 meses, em 1996 ele perdeu a filha Selena em um acidente automobilístico e no ano seguinte a esposa Jackie, de câncer.
Devastado, o baterista anunciou a Geddy Lee e Alex Lifeson que estava saindo do Rush, pegou sua moto e desapareceu sem rumo na estrada por meses, anonimamente. Ao longo dessa jornada ele laborou seu luto e reencontrou um sentido para viver. No livro ele conta que uma das coisas que mais gostava de fazer para espairecer era parar a moto na beira da estrada e observar os pássaros nas árvores, e caçar livros sobre eles.
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