Megadeth: Dave Mustaine & Cia não são mais os mesmos

Resenha - Super Collider - Megadeth

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Por Daniel Junior
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Nota: 6

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Fãs que terão a honra de assistir a banda em sua nova passagem pelo país, certamente pedirão canções dos discos clássicos. Super Collider pode ficar pra depois.
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Quando a gente fala de Megadeth não podemos ignorar a guerra eterna com seu maior “oponente”: Metallica. Também não podemos esquecer que parte da célula metallica foi formada graças ao dna de Dave Mustaine, guitarrista de proeminente talento nas seis cordas e que sempre faz fãs de rock caírem seus queixos mediante suas frases e riffs.

A gente pode se perguntar: o que faltou ao Megadeth para alcançar o topo da música pesada assim como fez o Metallica?

Se voltarmos no tempo ambos possuem discos classificados como “comerciais”. O Metallica, o famosíssimo Black Album (1991), que empurrou ouvido a dentro – de quem queria e não – as canções super produzidas do quarteto. Enter Sandman, Nothing Else Matters, Wherever I May Roam… Você teve a oportunidade de ver até o tiozinho da esquina assob(v)iando The Unforgiven. O Megadeth teve um disco com quase a mesma proposta; Youthnasia saiu no final de 1994 (em outubro) com uma mixagem limpa, som encorpado e com músicas de fácil assimilação. A Tout Le Monde, The Killing Road (e seu riff matador), Train of Consequences, Blood of Heroes… O fã pode escolher de olhos fechados e ter muitas dúvidas sobre qual é a melhor faixa do disco.

… Mas as semelhanças param por aí.

Se o Metallica se aventuraria a fazer discos pesados sem a punch thrash (caso de Load, ReLoad e o sei-la-o-que St. Anger), o Megadeth continuaria apostando no peso, nos discos de crítica acentuada à política mundial (especialmente americana) e numa honrosa segunda colocação de banda mais querida pelos amantes de músicos de boa técnica.

Durante a audição de Super Collider (2013), o décimo quarto disco de estúdio da banda americana, fico pensando se não seria muito tarde para pensar em mudar o som nativo da banda, mesmo que, reconheça, devido às alterações na formação, o Megadeth já tenha tido parte da sua identidade comprometida. A questão é que a música não surpreende e pior, não nos faz acreditar que Mustaine vá até um lugar diferente que já tenha visitado musicalmente.

Acredito que canções como Off The Edge até soem mais pesadas nos estádios que a banda se apresentar, mas me parece que falta um pouco mais de beleza na música do grupo. Aquela notável diferença entre a velocidade e o sentimento. Parece que cada frase musical, a ternura de um arpejo passa despercebido mediante a urgência em parecer absurdamente assustador.

A banda não segue um caminho repetido mas ao mesmo tempo não se re-inventa. Soa mais direta mas não consegue criar ótimas melodias como no clássico So Far, So Good… So What! Parece que desistiu mesmo de ir atrás de Hetfield e companhia e agora compõe um som cada dia menos envolvido com sua matéria primária. Há ótimas ideias e levadas durante as canções mas tenho a impressão de que qualquer banda poderia fazer o que a banda acaba de lançar. O grande problema é que eu e você sabemos que o Megadeth não é uma banda qualquer.

O peso está lá, como Beginning of Sorrow, mas uma pá de banda soaria pesada (ou mais) fazendo uso da mesma proposta sonora. Não sei o leitor do PTV mas quando escuto um novo disco de uma banda “de catigoria” vou em busca que ele mude minha vida e não me faça pensar quantas músicas faltam para que o cd parar de rodar como na faixa Forget To Remember. Em Don´t Turn Your Back… temos o Megadeth com sua sujeira, peso, linhas agressivas e demolidoras mas me parece que o tom do disco é mais rock and roll do que propriamente o tipo de som que aprendemos a admirar no Megadeth.

Pode ser que você não seja tão rigoroso quanto quem escreve esta resenha e o disco caia como uma luva para suas pretensões de “sons novos”. Infelizmente a impressão que eu tenho ao final de Super Collider é que o Megadeth não é mais o mesmo e isso não é nada bom.

01 – Kingmaker
02 – Super Collider
03 – Burn!
04 – Built For War
05 – Off The Edge
06 – Dance In The Rain
07 – Beginning of Sorrow
08 – The Blackest Crow
09 – Forget to Remember
10 – Don´t Turn Your Back…
11 – Cold Sweat

@Pipoca_TV
@dcostajunior

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Sobre Daniel Junior

Daniel Junior é blogueiro do Diário do Pierrot e do site The Crow (especializado em cinema). Colabora com o site Seriemaníacos (sobre séries de TV) e com o blog Minuto HM. Começou seu amor pelo rock por causa do Kiss e do Black Sabbath até conhecer outras bandas pelas quais nutriria paixão e admiração como Metallica, Rush, Dream Theater, Faith No More e tantas outras. Twitter: @diariodopierrot.

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