De quase padeiro a show esgotado: como Joe Lynn Turner salvou a carreira de Edu Falaschi
Por Emanuel Seagal
Postado em 11 de março de 2026
Edu Falaschi participou na noite desta terça-feira (10) do programa Amplifica, apresentado por Rafael Bittencourt. Durante o bate-papo, o vocalista relembrou o período difícil após sua saída do Angra e como um conselho do veterano Joe Lynn Turner (ex-Deep Purple, Rainbow) mudou o rumo da sua vida profissional.
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"Quando comecei essa coisa da carreira solo, eu estava num limbo. Tinha saído do Angra, 2012 foi um ano horrível, tava sem voz, sem confiança nenhuma, minha mãe morreu. (…) Fiquei bem no fundo do poço mesmo", desabafou Edu.
Na época, lidando com os custos médicos para tratar a voz e com a banda Almah ainda patinando, a frustração quase o fez desistir de tudo. "Gastando uma put* fortuna com médico para descobrir as coisas da voz (…). Levei cinco anos para conseguir ter alguma força para sair daquilo", explicou. "Eu estava deitado na cama, olhando para o teto e falando: 'O que eu vou fazer? Acho que vou abrir uma padaria. Não tem o que fazer mais. Tentei Almah pra caramba (…) e aquela coisa não virava como tinha que virar."
O início da mudança começou inusitadamente: uma ligação de um contratante do Peru. A proposta não era para o Almah, mas para um show focado em seus sucessos no Angra, acompanhado de músicos locais. "Eu não cantava mais o Angra. Cantava 'Heroes' num show, talvez uma 'Nova Era'", relembrou. Sem conhecer os músicos e desconfiado da capacidade da banda de apoio, Edu cobrou um cachê alto na esperança de que o produtor desistisse.
O plano falhou: os músicos enviaram um vídeo provando sua competência, e Edu viajou para o show. "Tava lotado, era tipo um festivalzinho e no dia ia ter o Joe Lynn Turner. Fiz o show, aquela comoção porque eu não cantava Angra há muitos anos."
Após a apresentação, Edu jantou com Joe Lynn Turner. O veterano, impressionado com a reação do público, ouviu o desabafo do brasileiro sobre a vontade de parar. A resposta dele foi um choque de realidade: "Ele falou: 'Você tá indo pro lado errado. Você é um cantor que eu considero velho, com uma carreira longa (…) e o teu fã não quer ouvir suas músicas novas, cara. Ele quer ouvir os clássicos.'"
O conselho foi direto: "Volta pro Brasil, termina essa banda e monta uma carreira solo, pô, teu nome. Eu canto Malmsteen, Deep Purple, Rainbow até hoje. Faço meus discos novos, mas a galera quer me ver cantando os clássicos."
Seguindo a dica, Edu voltou ao Brasil e consultou produtores, que abraçaram a ideia imediatamente. O resultado foi um novo capítulo em sua carreira. "Eu tava tocando no Manifesto ou lugares menores com o Almah pra 300 pessoas. De repente fui tocar no Carioca pra 1.500 e esgotado. Ali começou a minha carreira solo", concluiu.
Além de anunciar um novo álbum solo, intitulado "Mi'raj", Edu Falaschi participará do show de reunião do Angra no Bangers Open Air 2026. A apresentação no festival coloca um ponto final em desavenças do passado e reunirá a clássica formação que gravou "Rebirth" e "Temple of Shadows" - com Kiko Loureiro, Edu Falaschi e Aquiles Priester -, que dividirá o palco com os atuais integrantes do grupo e com Fabio Lione, em seu show de despedida.
Clique no player abaixo para conferir o bate-papo completo no Amplifica.
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