Way Of Purity: bem simples e pouco atrativa

Resenha - Crosscore - Way Of Purity

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Por Pedro Humangous
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"Nunca julgue um livro pela capa". Uma frase antiga e de conhecimento de todos, mas nunca caiu tão bem para descrever a banda The Way Of Purity.
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Ao ver o próprio nome da banda, o logotipo e a arte da capa, pensei que encontraria uma banda de Deathcore ou algo do genero. O que vemos é uma banda atirando pra todos os lados tentando acertar em algum estilo dentro do Metal. A começar pelo visual da banda, temos duas mulheres (uma delas a vocalista) e mais três homens, todos mascarados e sem revelarem seus nomes, suas identidades. A filosofia da banda é apresentar somente o som, sem involver o aspecto visual como interferência na absorção do produto final. A meu ver, isso nada mais é do que uma jogada (fraca) de marketing. Isso já funcionou muito bem com bandas como Slipknot e Brujeria por exemplo, mas a pergunta que fica é: será que isso ainda é interessante para o mercado? As três primeiras faixas desse álbum de estréia chamado "Crosscore", são mais diretas e agressivas, com direito a blast beats e bases quebradas. Inserções de sintetizadores deixam as coisas um pouco mais interessantes para apreciadores do Metal Industrial. Mas quando chegamos à quarta faixa é que o álbum destoa e começa a ficar difícil digerir o que sai das pobres caixas de som. Os vocais femininos, antes brutais, agora soam leves e desinteressantes se formos comparar à proposta inicial. É como se o Evanescence resolvesse tocar Death Metal. A próxima música mantém o baixo padrão de composição e segue numa base mais punk, bem simples e pouco atrativa. O restante do álbum prossegue com a mistura desenfreada de estilos musicais, deixando a impressão final de terem muitas idéias na hora de compor mas pecam ao executá-las. Quem sabe eles encontrem o caminho da pureza num próximo lançamento.

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Sobre Pedro Humangous

Pedro Humangous, 28 anos, publicitário headbanger. Dono e editor chefe da revista Hell Divine. Santista apaixonado por música e uma boa cerveja. Atualmente reside em Brasília e não poupa esforços para fazer o metal se fortalecer no país. Já colaborou com as revistas portuguesas Versus e Horns Up, além da coluna “Rolo Compressor” na rádio Nucleo Base. Colecionador de CD´s, DVD´s, Livros e Action Figures, concentra suas forças no metal extremo, sem deixar de lado os demais estilos. Fanático por Opeth, Iron Maiden, Trivium, Kreator, Dream Theater, Baroness, Suicide Silence, entre tantas outras. Siga: @PedroHumangous

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