O disco que encerra de forma brilhante a primeira fase do Slayer
Resenha - Seasons in the Abyss - Slayer
Por Mateus Ribeiro
Postado em 22 de maio de 2025
Nome essencial para o nascimento e consolidação do thrash metal, o Slayer é uma das maiores potências do gênero. Fundada no início dos anos 1980 pelos guitarristas Kerry King e Jeff Hanneman, a banda construiu uma discografia marcante, cujo ponto alto está nos cinco primeiros álbuns. O último dessa sequência é "Seasons in the Abyss".
Lançado em outubro de 1990, "Seasons in the Abyss" reúne elementos que definem o som característico do Slayer: riffs cortantes, solos agressivos, a bateria explosiva de Dave Lombardo e o vocal visceral de Tom Araya. Assim como seu antecessor, "South of Heaven" (1988), o disco também aposta em momentos mais cadenciados, perceptíveis em faixas como "Skeletons of Society" e "Dead Skin Mask".

Macabra e perturbadora, "Dead Skin Mask" foi inspirada em um personagem real de histórico cruel: Ed Gein. Nascido no início do século passado, ele ficou conhecido por transformar pele humana em utensílios domésticos — prática tão doentia quanto criminosa.
Outra faixa que apresenta trechos mais lentos é a hipnotizante "Seasons in the Abyss", um dos maiores clássicos da banda. Seu videoclipe, marcado pelo visual impactante e pela ambientação inusitada, foi gravado no Egito durante um período conturbado.
A tradicional violência sonora do Slayer se impõe logo de cara com a estonteante "War Ensemble", que abre o disco como um verdadeiro murro na cara. Músicas como "Hallowed Point", "Born of Fire", "Temptation" e "Spirit in Black" entregam generosas doses de energia.
Unindo a aura sombria de "Show No Mercy" (1983), o peso de "Hell Awaits" (1985), a velocidade de "Reign in Blood" (1986) e o refinamento de "South of Heaven" (1988), o Slayer entregou em "Seasons in the Abyss" uma verdadeira obra-prima do thrash metal. Mais do que um álbum sólido, o disco provou que a banda mais agressiva do gênero também sabia o que fazer quando pisava no freio — sem jamais perder sua essência.
"Seasons in the Abyss" carrega uma marca, de certa forma, triste: dois anos após seu lançamento, Dave Lombardo deixou a banda. Ele foi substituído por Paul Bostaph, retornando apenas no início dos anos 2000.
Na opinião deste que vos escreve, "Seasons in the Abyss" é o trabalho mais completo da banda. Mas isso é conversa para outra matéria. Agora é hora de apertar o play e curtir o disco que encerra de forma brilhante a primeira fase do Slayer.
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