Resenha - Sticky Fingers - Rolling Stones

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Por Beto Guzzo
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Assim como Aqualung, foi também em abril de 1971 que a já conhecida banda de bad boys The Rolling Stones tirou da cartola seu álbum mais cativante: Sticky Fingers. Depois de passarem pela fase psicodélica com Their Satanic Majesties Request, Mick Jagger (vocais), Keith Richards (guitarra), Mick Taylor (guitarra), Bill Wyman (baixo) e Charlie Watts (bateria) resolveram direcionar o trabalho da banda para o bom e velho rock’n’roll.

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A banda começa Sticky Fingers pela famosa Brown Sugar, presente em qualquer coletânea séria da banda e um rockão de primeira qualidade. Sway, que vem em seguida, conta com uma particularidade: Keith Richards aparece apenas nos vocais, deixando para Jagger e Taylor todas as guitarras. A lenta Wild Horses é a terceira música do play e quebra um pouco o ritmo do trabalho, mas vale a pena ser escutada sem preconceitos. Can’t You Hear Me Knocking é um rockão 10, com um riff show do Keith (só para variar...). Bitch é ponto positivo do trabalho, bem gostosa de ouvir e também está presente em várias coletâneas.

Outras músicas que não podem deixar de serem citadas: Sister Morphine e Dead Flowers. Sister Morphine, escrita com a ajuda de Marianne Faithfull, é a descrição poética do vício e da dependência da droga em questão. Muito boa. Dead Flowers é um rock’n’roll no melhor estilo Rolling Stones, sem espaço para firulas e enraizado no blues até o talo. Completam o trabalho You Gotta Move (um belo blues acústico), I Got the Blues (balada) e Moonlight Mile (baladinha na medida para Jagger, bem legal).

Considero este play o ás de ouros da quadra feita durante o período 1969 a 1972 pela banda...

Curiosidades:

Tanto a idéia quanto a execução da capa e contra capa foram feitos por Andy Warhol, artista plástico doidaço que foi o expoente máximo da arte pop. O LP trazia uma foto de uma calça jeans... com um zíper de verdade para você abrir e fechar!

De onde eu tirei bad boys? Os garotos ingleses apareceram cerca de treze vezes nos jornais sem ser pelo motivo musical. A história das prisões começou em 1965 e a última que se teve notícia aconteceu em 1980. A maioria envolvendo drogas, um hábito não exatamente raro em bandas de rock.

O famoso logo da língua de fora dos Stones foi criado em 1971 por ocasião da fundação da Rolling Stones Records e portanto, fez sua primeira aparição no álbum Sticky Fingers. Segundo Keith Richards, o logo foi inspirado na Deusa hindú Khali e seu autor foi confirmado como sendo John Pasch apenas em 1997, depois de muito mistério (durante muito tempo se atribuiu o desenho do logo a Andy Warhol, que só fez o trabalho da capa).

Long Live Rock’n’Roll


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