"Não preciso de um iate", diz Kiko Loureiro, "Só me deem mais guitarras e estou feliz"
Por Bruce William
Postado em 22 de dezembro de 2024
"É muito mais fácil criar uma música de 10 minutos com 20 partes do que criar uma grande música Pop. É muito mais fácil. Você só adiciona coisas, qualquer coisa, como [se estivesse fazendo] macarrão com muitos vegetais, só vai adicionando o que quiser".
Durante entrevista com Christine Greyson, Kiko Loureiro, guitarrista com passagens pelo Angra e Megadeth e que está atualmente em carreira solo, explicou que mantém o foco na composição de músicas que refletem seu estilo sem se preocupar tanto com o lado comercial, mas ressalvando que compositores comerciais como Bruno Mars tem os seus méritos, pois criar algo direto e simples pode ser mais difícil e grandioso do que compor músicas longas e complexas.
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"Eu não penso se a música vai funcionar comercialmente, mas os compositores que pensam comercialmente, eu acredito que isso também seja natural. Acredito que alguém como Bruno Mars, [que é] um grande compositor e super comercial, lembro de ter assistido a uma entrevista ou algo em que ele dizia que cresceu tendo Michael Jackson como referência. Se você cresceu com Paul McCartney, Michael Jackson ou Stevie Wonder, você já está, de certa forma, moldando seu gosto, o que você acha bonito", disse Kiko, conforme transcrição feita pelo Blabbermouth.
"Ser direto e simples não é sinal de ser ruim", prossegue. "Na verdade, é um sinal de ser incrível. É muito mais fácil criar uma música de 10 minutos com 20 partes do que criar uma grande música Pop. É muito mais fácil. Você só adiciona coisas, qualquer coisa, como [se estivesse fazendo] macarrão com muitos vegetais, só vai adicionando o que quiser", teoriza o guitarrista, dizendo ainda: "Então, o que eu faço é o que eu sinto no momento. E tento fazer isso soar legal dentro do estilo que gosto."
Kiko comentou ainda que busca conectar musicalidade complexa com fluidez, citando ícones como os Beatles, Stevie Wonder e Elton John como referências. Para ele, grandes artistas permanecem relevantes por serem autênticos e não seguirem regras impostas pela indústria. "Então, é nisso que tento pensar quando toco. Mas, no final, são apenas um monte de notas na guitarra."
Em outra parte da conversa, Kiko criticou a pressão capitalista da música, mencionando plataformas como o Spotify, que priorizam lucros. "De alguma forma, temos que lidar com essas coisas, porque temos que fazer upload para o Spotify, porque precisamos ajudar os donos e acionistas do Spotify a terem um novo iate. Temos que ajudá-los. Estou muito feliz. Não preciso de um iate. Moro na Finlândia. Então o mar está congelado metade do ano. Então, sim, só me deem mais guitarras e está tudo bem. Estou feliz."
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