Rolling Stones: Quarenta anos de "Sticky Fingers"
Resenha - Sticky Fingers - Rolling Stones
Por Pedro Lucas Sousa
Postado em 24 de abril de 2011
23 de abril de 1971. Quarenta anos atrás era lançado um dos melhores álbuns dos Rolling Stones, "Sticky Fingers". Os veteranos do rock and roll podem chiar e falar, "Quem esse moleque pensa que é para falar desse álbum? Não era nem vivo na época!", mas essa é um das características que tornam esse disco tão especial. Mesmo depois de tanto tempo, ainda é um disco marcante, daqueles que você não para de escutar. Confesso que faz muito tempo que não o escutava, mas ao lembrar dele hoje e colocar para tocar, me veio aquela sensação de saudade de bons tempos que não vivi. Rock and Roll não tem idade, e "Sticky Fingers" é um bom exemplo disso.
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Além da ótima qualidade musical, o álbum é marco histórico de grandes momentos na carreira dos Stones. É o primeiro álbum em que Mick Taylor, que substituiu Brian Jones (morto em 1969) exerce totalmente sua função de guitarrista e é o primeiro disco lançado pela Rolling Stones Records, selo criado após o rompimento da banda com a gravadora Decca Records.
Os atrativos do disco já começam pela criativa e polêmica capa, que mostra um jovem com um jeans apertado e um pênis supostamente ereto e que continha um zíper de verdade que poderia ser aberto, mas teve que ser trocado, pois estava causando danos ao disco. Por causa da temática sexual da capa ela foi modificada em vários países como na Espanha, onde foi trocada por dedos femininos entrando em uma lata com um liquido preto. Agora, vamos deixar as calças, os pênis e zíperes de lado e vamos direto ao que interessa.
"Sticky Fingers" é um álbum bastante balanceado, explorando a criatividade dos Stones em diversos aspectos. O disco abre com a excelente "Brown Sugar", um clássico que acompanha os Stones até hoje em qualquer show que façam. Uma música intensa, envolvente, com melodia marcante. É uma das músicas que mostram bem a energia dos Stones. Logo em seguida vem "Sway" já um pouco mais lenta mas com uma pegada forte, onde Jagger participa da gravação das guitarras.
Dando meio que uma cortada no clima, vem "Wild Horses". Uma baladinha lenta, romântica, que talvez soaria melhor em outro disco, não é um grande destaque, mas não chega a ser ruim. O mesmo já não acontece "I got the Blues", que tem mais a cara do disco e "tapa" o buraco deixado por "Wild Horses".
"You Gotta Move", "Sister Morphine" e "Dead Flowers" são faixas que devem ser ouvidas com atenção. São faixas carregadas da identidade do Stones, principalmente "You Gotta Move", com suas raízes fincadas no blues "slide". "Bitch" e "Moonlight Mile" também são pontos interessantes do disco, com ritmos mais lentos e melodias envolventes.
Um trabalho marcante tanto para a carreira da banda como para a história do Rock and Roll, sendo incluído nos 200 álbuns definitivos do Rock and Roll Hall Of Fame. Extremante importante para qualquer fã da década de 70, "Sticky Fingers" contém a receita certa para um bom disco, daqueles que só os Stones conseguem fazer.
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