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Crucified Barbara: Banda agitou mais que o público em POA

Resenha - Crucified Barbara (Teatro do CIEE, Porto Alegre, 17/04/2014)

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Por Guilherme Dias
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Uma noite para as garotas suecas do CRUCIFIED BARBARA, mostrarem seu hard rock na capital gaúcha. Antes delas duas bandas iniciaram os serviços na quinta-feira (véspera de feriado de sexta-feira santa) para animar o público.

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A banda GALGOS subiu ao palco às 20 horas. Os gaúchos apresentaram o seu rock and roll cru e direto no melhor estilo MC5 e THE STOOGES. Os destaques foram “Don’t Wanna Go” e a música de trabalho “13 Steps to Hell”. Em seguida, foi vez dos paulistas do KIARA ROCKS. A banda, que teve participação no Palco Mundo do último ROCK IN RIO, visitou Porto Alegre pela segunda vez.

Após iniciarem o show, Cadu Pelegrini (VOCAL) se sentiu muito afastado do público, dizendo que era estranho tocar em um teatro, isso fez com que o público se aproximasse do palco. No set-list da banda estavam presentes as composições próprias “Alice”, “Nada a perder” e “Últimos Dias” e também os tradicionais covers “Toxicity” (SYSTEM OF A DOWN), “Save a Prayer” (DURAN DURAN) e “Ace of Spades” (MOTORHEAD).

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Após os shows de abertura, estava na hora da banda principal subir ao palco. A introdução foi tocada no som mecânico e a banda liderada por Mia Coldheart (VOCAL/ GUITARRA) começou com a matadora “The Crucifier”, que abre o disco “Midnight Chase”. A vinda da banda para o Brasil é justamente para divulgar esse último trabalho de 2012, ou melhor, para se despedir dele, pois é a segunda passagem da banda pelo Brasil para promover esse disco.

O show seguiu com “Play Me Hard” (do disco de estreia da banda “In Distortion We Trust”) e “Shut Your Mouth” (também do último disco). “Sex Action” (do disco “’Til Death Do Us Party”) foi a próxima, levantando bastante o público presente e encerrando a primeira parte do show.

O público presente no Teatro do CIEE (localizado na zona norte de Porto Alegre) foi de aproximadamente 300 pessoas, número considerado pequeno para um show de uma banda estrangeira em uma cidade que está acostumada a lotar os shows de hard rock e heavy metal. Para a banda, isso era o de menos, pois estava fazendo o seu show para agradar os presentes. Havia uma interação muito boa com os fãs. A banda trocava sorrisos e olhares com os fãs que estavam mais próximos ao palco.

A música que foi apresentada em seguida era uma novidade para quem estava na plateia e para a própria banda. Mia brincou dizendo que estava com medo de tocá-la, pois seria a primeira vez ao vivo. “Kill The Man” estará presente no próximo álbum da banda. Os fãs poderão conferi-la no próximo dia 23, data de lançamento do seu single.

Agora sem a guitarra, MIA sentou no palco, aproximando-se mais ainda dos fãs que estavam nas primeiras fileiras e tocaram “Jennyfer” (também do disco ‘Til Death Do Us Party). Ida Evileye (BAIXO) era a mais empolgada do quarteto, distribuía sorrisos e tocava com muito prazer em todos os momentos do show, diferente de Klara Force (GUITARRA) que em diversos momentos do show parecia meio abatida, mas logo em seguida batia cabeça e ia até o microfone agradecer o público com o famoso “obrigado”, com um sotaque bastante diferente do nosso, e a alegria estampava seu rosto.

O show ainda teve a pesada “Rules and Bones” (The Midnight Chase) e “Losing The Game” (In Distortion We Trust) antes de mais uma música nova. “Sell My Kids For Rock and Roll” (que também estará presente no próximo álbum de estúdio da banda) foi muito bem recebida pelos fãs da banda que podem dizer que foram os primeiros no mundo a ver as músicas novas ao vivo. O show se aproximava do fim e antes do bis ainda foi tocada a faixa que dá título ao primeiro disco da banda, “In Distortion We Trust”.

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Não dá para esquecer também dela; Nicki Wicked (BATERIA) que estava lá no fundo do palco, mostrou-se uma baterista muito técnica e muito energética, com uma performance impecável chamando o público para bater palmas no decorrer da apresentação.

O bis iniciou com “My Heart Is Black” (In Distortion We Trust) que começa como uma balada calma e vai ganhando peso em seu decorrer, seguiu com a hardera “Rock Me Like The Devil” e encerrou com a rápida “Into The Fire” (Ambas as últimas do disco “The Midnight Chase”).

O público que era pequeno pareceu ter gostado bastante do show, mas a empolgação não foi das mais esperadas. A banda estava muito mais empolgada do que os fãs (o que às vezes ocorre de forma contraria, em muitos casos os fãs que estão mais empolgados do que a banda que não se dedica muito no palco). A maioria dos presentes cantavam apenas os refrões e alguns poucos fãs cantavam todas as músicas sem parar.

A presença de palco de todas foi excelente. O carisma e a vontade de tocar foi evidente. Uma banda que não se importa se está tocando para 100 pessoas ou para 50 mil pessoas em um festival. A banda já tem mais de 15 anos de carreira e está apenas partindo para seu quarto álbum, parecendo que não vai parar por aí. Que Porto Alegre possa recebê-las novamente, mas com um público mais fiel e que agite tanto quanto elas durante o show.

SET-LIST COMPLETO:
1 – The Crucifier
2 – Play Me Hard
3 – Shut Your Mouth
4 – Sex Action
5 – To Kill A Man
6 – Everything We Need
7 – Jennyfer
8 – Rules And Bones
9 – Losing The Game
10- Sell My Kids For Rock And Roll
11- In Distortion We Trust

Bis:
12- My Heart Is Black
13- Rock Me Like The Devil
14- Into The Fire

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Sobre Guilherme Dias

Sou Guilherme Figueiró Dias, de Porto Alegre, estudante de educação física, tenho 23 anos e sou fanático por música e futebol, especialmente hard rock e heavy metal. Preferências entre Helloween, Gamma Ray, Pink Cream 69, Bon Jovi, Hellacopters, Michael Kiske, entre outros. O que gosto realmente de fazer (além de torcer, cantar e pular pelo Grêmio na Geral) é curtir um bom show das bandas que eu adoro e tomar umas cervejas pra celebrar a vida.¨

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