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Resenha - Abrahadabra - Dimmu Borgir

Por Carlos Cesare |

Polêmicas à parte, o Dimmu Borgir é uma banda que conseguiu buscar um lugar privilegiado na cena. Por mais que as críticas sobre o distanciamento da banda com o Black Metal tenham aumentado por parte de fãs e da mídia especializada, é inegável que a banda seguiu com álbuns de qualidade, independente da sonoridade. Com o sucesso de In Sorte Diaboli, o campo estava aberto para que Abrahadabra fosse lançado com grande receptividade.

Nota: 6

O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

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Após os desfalques de peso na formação (o baixista Vortex e o tecladista Mustiis), a expectativa sobre este álbum foi grande. E acredito que muitos fãs que estavam apreensivos confirmaram seus temores. Abrahadabra mostra um Dimmu Borgir fazendo um som mais distante de suas principais características (até mesmo em relação a Death Cult Armageddon e In Sorte Diaboli), com passagens de menor impacto e convicção. A intro Xibir e Born Treacherous iniciam o trabalho de forma até interessante, consistindo em uma dobradinha que se encaixaria muito bem no tracklist dos dois últimos trabalhos. Em seguida temos a mediana Gateways, que conta com os poucos momentos em que os elementos sinfônicos foram bem utilizados, mas peca pela falta de peso. Chess with the Abyss dá continuidade ao sentimento de indiferença por parte do ouvinte.

O primeiro momento ruim vem com a faixa Dimmu Borgir, que ironicamente soa como um genérico das faixas anteriores. Não sei qual foi a intenção de inserir corais nessa faixa, mas o resultado final foi esquisito. A coisa segue no mesmo ritmo até a pesada A Jew Traced Through Coal e Renewal. A primeira tem excelentes riffs e uma ótima intervenção sinfônica, que nos faz lembrar os bons tempos da banda. Renewal começa igualmente pesada, com uma excelente atmosfera criada pelas guitarras bem trabalhadas e ótimos momentos vocais de Shagrath (num dos poucos momentos em que ele deixa de lado duvidosos efeitos) e do vocalista convidado Snowy Shaw, do THERION. Quando a audição passa a entusiasmar, o disco encerra com a mal aproveitada Endings and Continuations, em que os corais são utilizados de forma satisfatória, porém o instrumental se perde na metade da faixa.

Os principais erros do Dimmu Borgir nesse álbum são a insistência em passagens sinfônicas sem inspiração, a falta de peso em diversos momentos e os estranhos efeitos vocais de Shagrath, que chegam a soar cômicos em algumas passagens. Independente da mudança de estilo, os álbuns anteriores mostravam ideias excelentes e canções muito bem compostas. Por isso é de se estranhar que o que escutamos em Abradahabra seja tão simplório. Pode ser que a saída de importantes membros tenha afetado o resultado (principalmente de Mustiis), mas o Dimmu Borgir agora tem a obrigação de preparar um próximo trabalho de qualidade, ou então até as críticas com menor fundamento que há tempo são dirigidas à banda irão ter validade.

Tracklist:
01. Xibir
02. Born Treacherous
03. Gateways
04. Chess with the Abyss
05. Dimmu Borgir
06. Ritualist
07. The Demiurge Molecule
08. The Jew Traced Through Coal
09. Renewal
10. Ending and Continuations

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