Dimmu Borgir: performances abaixo do esperado em novo CD
Resenha - Abrahadabra - Dimmu Borgir
Por Amir R. De Toni Jr.
Postado em 29 de setembro de 2010
Nota: 6 ![]()
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As saídas do baixista ICS Vortex e do tecladista Mustis aumentaram a expectativa geral pelo novo trabalho do Dimmu Borgir, sucessor do aclamado "In Sorte Diaboli". E o som dos noruegueses parece ter perdido muito da sua coesão.
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A instrumental "Xibir" abre o disco com sons da natureza e uma orquestração muito bem trabalhada, que não abusa de sons retumbantes para impor um clima épico, sendo muito feliz ao não repetir a fórmula do disco anterior. "Born Treacherous" mantém um bom começo, com uma base sinfônica excelente, um trabalho interessante de baixo e guitarra e muitas viradas de bateria. Contudo, pesam contra as vozes proferindo encantamentos e uma parte instrumental que soa prog metal demais.
O single já divulgado "Gateways" dá uma amostra dos defeitos que se sucederão no álbum. Todo o trabalho de orquestração e guitarras (e até a voz de Agnete Kjølsrud no refrão, que não soa de todo mal) são prejudicados pelo excesso de efeitos no vocal de Shagrath e pelas demais aparições da vocalista convidada. "Chess with the Abyss" é moderada na presença sinfônica, dando espaço para um bom trabalho da banda em si, apesar da leveza do som como um todo. Novamente, todo o trabalho vocal parece equivocado. As faixas seguintes, "Dimmu Borgir" e "Ritualist", deixam claro um discurso 'seguir em frente sem os traidores', mas estão entre os piores momentos do álbum. Apesar de uma boa dose de peso, o andamento de "Dimmu Borgir" é cansativo e pouco inspirado, enquanto "Ritualist" apresenta alguns trechos de teclado que parecem saídos de um desenho dos Looney Tunes.
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
"The Demiurge Molecule" eleva o nível do álbum, com o teclado preenchendo bem os espaços, riffs interessantes, enquanto a orquestração fica bem leve. Destaque para a seção instrumental, que intercala a banda e a orquestra de maneira bastante interessante. "A Jewel Traced Through Coal" é outra boa faixa, coesa, sem exagerar nos efeitos de voz. Já "Renewal" começa num thrash vigoroso e depois alterna para um som industrial, sem uma boa ligação entre as seções. "Endings and Continuations" encerra o álbum resgatando o clima de "Xibir", numa faixa bastante completa e representativa do que poderia ter sido o recheio do disco.
"Abrahadabra" é um disco muito bem trabalhado, com um trabalho gráfico de altíssimo nível e uma boa proposta. O baterista Daray (ex-Vader, Vesania) cumpre bem o seu papel, mas as performances de Shagrath, Galder e Silenoz estão abaixo do esperado. As músicas carecem de coesão e os vocais cheios de efeitos se sobressaem, prejudicando a apreciação das boas idéias presentes no disco.
Dimmu Borgir - Abrahadabra
(2010 - Nuclear Blast)
1. Xibir (02:50)
2. Born Treacherous (05:02)
3. Gateways (05:10)
4. Chess with the Abyss (04:08)
5. Dimmu Borgir (05:35)
6. Ritualist (05:13)
7. The Demiurge Molecule (05:29)
8. A Jewel Traced Through Coal (05:16)
9. Renewal (04:11)
10. Endings and Continuations (05:58)
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