Dimmu Borgir: performances abaixo do esperado em novo CD

Resenha - Abrahadabra - Dimmu Borgir

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Por Amir R. De Toni Jr.
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Nota: 6

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As saídas do baixista ICS Vortex e do tecladista Mustis aumentaram a expectativa geral pelo novo trabalho do Dimmu Borgir, sucessor do aclamado "In Sorte Diaboli". E o som dos noruegueses parece ter perdido muito da sua coesão.
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A instrumental "Xibir" abre o disco com sons da natureza e uma orquestração muito bem trabalhada, que não abusa de sons retumbantes para impor um clima épico, sendo muito feliz ao não repetir a fórmula do disco anterior. "Born Treacherous" mantém um bom começo, com uma base sinfônica excelente, um trabalho interessante de baixo e guitarra e muitas viradas de bateria. Contudo, pesam contra as vozes proferindo encantamentos e uma parte instrumental que soa prog metal demais.

O single já divulgado "Gateways" dá uma amostra dos defeitos que se sucederão no álbum. Todo o trabalho de orquestração e guitarras (e até a voz de Agnete Kjølsrud no refrão, que não soa de todo mal) são prejudicados pelo excesso de efeitos no vocal de Shagrath e pelas demais aparições da vocalista convidada. "Chess with the Abyss" é moderada na presença sinfônica, dando espaço para um bom trabalho da banda em si, apesar da leveza do som como um todo. Novamente, todo o trabalho vocal parece equivocado. As faixas seguintes, "Dimmu Borgir" e "Ritualist", deixam claro um discurso 'seguir em frente sem os traidores', mas estão entre os piores momentos do álbum. Apesar de uma boa dose de peso, o andamento de "Dimmu Borgir" é cansativo e pouco inspirado, enquanto "Ritualist" apresenta alguns trechos de teclado que parecem saídos de um desenho dos Looney Tunes.

"The Demiurge Molecule" eleva o nível do álbum, com o teclado preenchendo bem os espaços, riffs interessantes, enquanto a orquestração fica bem leve. Destaque para a seção instrumental, que intercala a banda e a orquestra de maneira bastante interessante. "A Jewel Traced Through Coal" é outra boa faixa, coesa, sem exagerar nos efeitos de voz. Já "Renewal" começa num thrash vigoroso e depois alterna para um som industrial, sem uma boa ligação entre as seções. "Endings and Continuations" encerra o álbum resgatando o clima de "Xibir", numa faixa bastante completa e representativa do que poderia ter sido o recheio do disco.

"Abrahadabra" é um disco muito bem trabalhado, com um trabalho gráfico de altíssimo nível e uma boa proposta. O baterista Daray (ex-Vader, Vesania) cumpre bem o seu papel, mas as performances de Shagrath, Galder e Silenoz estão abaixo do esperado. As músicas carecem de coesão e os vocais cheios de efeitos se sobressaem, prejudicando a apreciação das boas idéias presentes no disco.

Dimmu Borgir - Abrahadabra
(2010 - Nuclear Blast)

1. Xibir (02:50)
2. Born Treacherous (05:02)
3. Gateways (05:10)
4. Chess with the Abyss (04:08)
5. Dimmu Borgir (05:35)
6. Ritualist (05:13)
7. The Demiurge Molecule (05:29)
8. A Jewel Traced Through Coal (05:16)
9. Renewal (04:11)
10. Endings and Continuations (05:58)

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Sobre Amir R. De Toni Jr.

20 e poucos anos, engenheiro. Começou muito tarde no rock, aos 17 anos, com "The Dark Side of The Moon" e não conseguiu mais parar. Pink Floyd, Rush, Metallica, Dream Theater e Rammstein em bom volume são o sinal de que está em casa. A vontade de ser músico é suprida com resenhas e invencionices no www.figment.cc.

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