"Oblivion", a inovação sonora da Innocence Lost
Resenha - Oblivion - Innocence Lost
Por Michel Sales
Postado em 27 de abril de 2024
O Prog e o Power são duas vertentes distintas do Heavy Metal amplamente apreciadas pelos fãs brasileiros. Agora, imagine uma banda que junte essas características de forma única, especialmente ao adicionar vocais femininos à sua sonoridade. Essa é a proposta da Innocence Lost, originária do Rio de Janeiro.
Fundada em 2007, a banda é composta atualmente por Thiago Alves na bateria, Aloysio Ventura nos teclados e vocais, Mari Torres como vocalista, Ricardo Haquin no baixo e Gui DeLucchi na guitarra. Em 2024, eles estão lançando o álbum "Oblivion".
Mais uma vez, o novo disco demonstra toda a habilidade musical refinada do quinteto, mesclando elementos do metal tradicional com estruturas complexas de composição, influenciadas por diversos estilos. E "Oblivion" apresenta não apenas harmonias sofisticadas, mas também letras profundas e reflexivas.

O disco é uma obra conceitual e ambiciosa que nos conduz por uma jornada de esperança e autoconhecimento, inspirada na 'Divina Comédia' de Dante Alighieri e no 'Paraíso Perdido' de John Milton. No cerne do álbum está o 'Pecador', imerso nos círculos do inferno, acompanhado pelo 'Guia', um poeta que o orienta em sua missão de enfrentar os demônios interiores. Essa exploração é habilmente utilizada pela Innocence Lost para traçar um paralelo entre a incursão pelas sombras mais profundas do mundo e as questões existenciais que permeiam nosso próprio cotidiano.
Além disso, 'Oblivion' apresenta colaborações notáveis, incluindo a participação do vocalista Thiago Bianchi em 'The River', do vocalista italiano Mark Basile em 'When the Light Fades Away', bem como os arranjos vocais de Gus Monsanto e as orquestrações de Pablo Greg.
Para os apreciadores de bandas como Symphony X, Dream Theater, Fates Warning, Queensryche, Tool, entre outras, a música da Innocence Lost certamente será cativante. Os músicos exibem habilidades excepcionais, com elaborados solos de guitarra, linhas de baixo complexas, teclados atmosféricos e uma bateria intrincada, complementando as marcantes linhas vocais de Mari Torres.
No geral, o som da Innocence Lost é destinado aos fãs que buscam músicas desafiadoras e intelectualmente estimulantes, oferecendo uma abordagem inovadora para o metal.
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