Dimmu Borgir: Black Metal de acordo com suas palavras!
Resenha - Abrahadabra - Dimmu Borgir
Por Vitor Sobreira
Postado em 26 de abril de 2017
Para quem acompanha ao menos de longe, a carreira da banda norueguesa Dimmu Borgir, habitualmente deve se espantar com a evolução apresentada em cada lançamento ao longo de todos esses anos. Saindo do ‘underground’, e indo para o ‘hall’ das bandas cujo seus nomes são reconhecidos a distancia, e modificando sua sonoridade - sem com isso se descaracterizar, em 2010 apresentaram ao mundo sua oitava obra, ainda em parceria com a alemã Nuclear Blast.
Logo de cara, a junção de elementos ocultos, como, o título ‘Abrahadabra’ – uma clara referencia ao inglês Aleister Crowley e que significa "Eu crio com minhas palavras", juntamente com a gélida e sombria arte de capa - elaborada pelo artista Joachim Luetcke, cuja máscara central, alude a ‘Elder Gods’, do também famoso escritor de ficção e horror H.P. Lovecraft, já preparam o ouvinte, para mais uma jornada pela escuridão.
Com a formação drasticamente reduzida, Shagrath, Silenoz e Galder, não se deixaram abalar com as baixas dos músicos ICS Vortex e Mustis – que há anos faziam parte da história da banda, e seguiram em frente, contando tanto com o apoio de outros músicos participantes, quanto da ‘Norwegian Radio Orchestra’ e do coral ‘Schola Cantorum’ (totalizando cerca de 100 músicos e cantores) em sua ambiciosa empreitada sonora. Os arranjos orquestrais e corais, ficaram por conta de Gaute Storås e conduzido por Rune Halvorsen.
Como diferencial no álbum, são ouvidos com certa surpresa, alguns arranjos de violão em determinados momentos, mas, o principal mesmo, fica por conta dos vocais femininos de Agnete Kjølsrud, nas faixas "Gateways" (que ficou bem famosa na época, além de ter ganhado um vídeo clipe muito bem feito) e "Endings and Continuations", o que de fato, dividiu opiniões.
Os climas sombrios, que nunca foram deixados de lado, emanam de todas as faixas, acompanhando o peso, que foi suavemente diluído em maio a diversos arranjos orquestrais. Como afirmando antes, em resultado da evolução, a sonoridade estava rumando para além do Black Metal (pela considerável redução da agressividade e características), e se focando ainda mais no lado Sinfônico, pomposo e dramático.
Após a lúgubre introdução "Xibir", "Born Treacherous" vai direto ao que nos interessa, mostrando um Dimmu Borgir atualizado e refinado, mesclando os trabalhados arranjos sinfônicos com, levadas ora rápidas, ora mecanicamente calculadas – cortesia do baterista polonês Daray (Vesania, Vader, Hunter, Masachist, entre outras). "Chess With the Abyss", também se apresenta como uma grata surpresa, abrindo caminho para a faixa duplamente homônima "Dimmu Borgir" (que também foi presenteada com um vídeo oficial) e a misteriosa "Ritualist". "The Demiurge Molecule", "A Jewel Traced Through Coal" e "Renewal" (com solo de guitarra feito por Andy Sneap, que foi responsável por parte da mixagem e masterização), encerram muito bem - até mesmo com alguma influência Thrash e Tradicional em algumas passagens, o último trabalho do Dimmu Borgir até o momento, quase sete anos depois de seu lançamento.
Formação:
Shagrath (vocal e teclados);
Silenoz (guitarra);
Galder (guitarra e vocal de apoio)
Participações especiais:
Snowy Shaw (baixo e vocal limpo nas faixas 4, 6, 9)
Gerlioz (teclados)
Daray – bateria
Kristoffer Rygg (vocai limpo, faixa 10)
Agnete Kjølsrud (vocais femininos, faixas 3 e 10)
Andy Sneap (solos de guitarra, faixas 3 e 9)
Ricky Black (‘slide guitar’, faixa 10)
Faixas:
01 – Xibir (Instrumental)
02 - Born Treacherous
03 - Gateways
04 - Chess with the Abyss
05 - Dimmu Borgir
06 - Ritualist
07 - The Demiurge Molecule
08 - A Jewel Traced Through Coal
09 - Renewal
10 - Endings and Continuations
Outras resenhas de Abrahadabra - Dimmu Borgir
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Os 15 discos favoritos de Bruce Dickinson, vocalista do Iron Maiden
As cinco bandas de rock favoritas de Jimi Hendrix; "Esse é o melhor grupo do mundo"
Mick Mars perde processo contra o Mötley Crüe e terá que ressarcir a banda em US$ 750 mil
Dave Mustaine comenta a saída de Kiko Loureiro do Megadeth: "Era um cara legal"
A voz que Freddie Mercury idolatrava; "Eu queria cantar metade daquilo", admitiu o cantor
A canção lançada três vezes nos anos oitenta, e que emplacou nas paradas em todas elas
A canção que tem dois dos maiores solos de guitarra de todos os tempos, conforme Tom Morello
Os três guitarristas brasileiros que John Petrucci do Dream Theater gosta bastante
A lenda do metal que é arrogante, mala e antiprofissional, segundo Regis Tadeu
Dave Mustaine revela que última conversa com James Hetfield terminou mal
Slash promete que novo álbum do Guns N' Roses só terá material inédito
Grammy 2026 terá homenagem musical a Ozzy Osbourne; conheça os indicados de rock e metal
A música de rock com a melhor introdução de todos os tempos, segundo Dave Grohl
Prefeito de SP quer trazer U2, Rolling Stones ou Foo Fighters para show gratuito
Dave Mustaine insinua que ex-integrantes não participarão de shows da última tour do Megadeth
O hit de Raul Seixas que fala sobre roubo de terras e critica governo militar de Geisel
O comportamento de Nando Reis que fez Titãs e Engenheiros do Hawaii se afastarem de vez
Filha de Raul Seixas revela carta escrita durante internação: "Você fez o papai ficar bom"

Dimmu Borgir: "Abrahadabra" é difícil de ser digerido
Nicholas Barker luta contra falência renal e aguarda transplante este ano
A música infernal do Twisted Sister que foi regravada pelo Dimmu Borgir
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar



