Mais suecos por aqui. Fazer o que, se a cena lá é repleta de bandas extremas excepcionais? A Defleshed não é exceção, e apresenta um thrash/death muitíssimo criativo e até original. O grupo gravou grandes trabalhos, como os posteriores “Fast Forward”, e o último - “Reclaim the Beat” - mas é interessante pegar um registro mais ou menos do meio da carreira, para sacarem como a banda se manteve praticamente fiel à sua proposta inicial. Então, para não passar batido, a recomendação: procurem por toda a discografia do trio.
Nota: 9 








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E por falar em black metal, poucos devem saber, mas quem ocupava a posição de baterista era ninguém mais, ninguém menos do que a máquina de blast beats Matte Modin, o maníaco que esteve na fase mais ultraveloz do Dark Funeral. Bem, isso dá uma boa noção do que você encontrará no som da Defleshed, certo?
Agora, a característica que eleva a Defleshed ao status de banda criativa: RIFFS ESPETACULARES, coisa que se segue ao longo de toda a carreira. Sim, os riffs são geniais, e conversam muitíssimo bem com o restante do instrumental. Realmente fenomenais.
Os destaques? Todas as músicas, que valem serem comentadas. A faixa de abertura – “Farewell to the Flesh” – inicia o barulho de forma perturbadora, tamanha a brutalidade que carrega consigo. Seguindo nas boas composições, “Entering my Yesterdays” chega de forma agressiva aos ouvidos e também contamina o ambiente.
“Eat the Meat Raw” tem um riff fantástico (ok, os riffs novamente), e uma levada muito empolgante. A mudança de ritmo no final também agrada. Outra que chama a atenção é “Sons of Spellcraft & Starfalls”, veloz e destruidora. Se eu fosse falar mais alguma coisa, seria novamente do riff...
Depois vem “Metalbounded”, com uma cadência contagiante, bem hardcore. Muito boa! Er... e já falei dos ótimos riffs? Ok, ok... continuando, agora tem a faixa-título, diversificada e irresistível. Assim é também “Thorns of a Black Rose” que, em determinado momento, tem um ritmo típico do black, numa passagem bem curta, mas marcante.
Outra que começa demolindo é “Cinderellas Return & Departure”, com blast beats infernais, e sem deixar descanso ao ouvinte. Grande som! Na sequência, vem a também desesperada “Walking the Moons of Mars”, muito violenta e com os riffs (sempre eles) monstruosos. Uma das melhores do CD.
Na mesma pegada, a penúltima canção – “Metallic Warlust” – também chega para derrubar paredes. “Impressionante” é uma boa palavra para descrever essa aqui. E para fechar, um cover magistral da Destruction – “Curse the Gods”. Não deve em nada à versão original, se me permitem a ousadia.
Defleshed é isso: muita porradaria e muita qualidade. Reforço: ouçam toda a discografia dos caras. Impossível se arrepender! Fodabagarai.
Pra não passar em branco, deixo aqui o clipe de “Grind and Rewind”, do álbum “Reclaim the Beat” (não encontrei nenhum do “Under the Blade”), para dar um gosto da pedreira que é a Defleshed.
Defleshed – Under the Blade
Invasion Records – 1997 – Suécia
http://www.myspace.com/defleshedsweden
Tracklist
01. Farewell to the Flesh
02. Entering my Yesterdays
03. Eat the Meat Raw
04. Sons of Spellcraft & Starfalls
05. Metalbounded
06. Under the Blade
07. Thorns of a Black Rose
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Um cara diretamente ligado ao Som Extremo, fã de livros e filmes, formado em Imagem e Som, Publicidade e Propaganda, e atualmente, caminhando para se tornar jornalista profissional. Faz parte da banda de grindcore Prey of Chaos e um blog dedicado à música barulhenta. Enfim, um cara que faz da música sua vida.
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