A banda que Robert Smith nunca gostou: "Só falam de cerveja, futebol e quem grita mais"
Por Gustavo Maiato
Postado em 10 de julho de 2025
Ícone da introspecção sombria e dos climas melancólicos que marcaram o pós-punk britânico, Robert Smith sempre foi generoso ao citar influências e elogiar artistas contemporâneos. Mas há uma banda que o vocalista do The Cure nunca conseguiu engolir apesar de terem certa relação: o Oasis.
Cure - Mais Novidades
Em entrevista à revista belga Humo (via Far Out), em 2000, Smith foi direto ao comentar sua relação com o grupo que se tornou o símbolo da explosão britpop dos anos 1990: "Acho o som do Oasis ótimo, mas detesto a maioria das músicas. Vi eles ao vivo, fiquei impressionado com o som e com a voz do Liam. Mas todo aquele papo, a briga com o Blur... Fico feliz que nunca perdemos tempo com esse tipo de bobagem."
Mais do que uma questão musical, a crítica de Smith é cultural. Para ele, o Oasis simbolizava uma mentalidade inglesa com a qual ele nunca se identificou: "Meu maior problema com o Oasis é que eles fazem parte da cultura dos 'lads' na Inglaterra, e isso é muito limitador: só se fala de cerveja, futebol e quem grita mais alto."
Nos anos 1990, o Reino Unido vivia um momento de virada. A euforia com a queda iminente dos conservadores no poder criou um clima de festa, e o Oasis — com seu discurso direto e hinos de autoestima — caiu como uma luva no espírito da época. Enquanto isso, Smith e o The Cure pareciam deslocados com sua música introspectiva, como se tivessem ficado para trás.
O impacto foi sentido no álbum "Wild Mood Swings" (1996), lançado em meio à onda britpop. O disco teve boa repercussão em faixas pontuais, como "Gone!", mas é considerado um dos trabalhos menos consistentes da banda.
Segundo o jornalista Tom Phelan, que assina o texto, Smith, no entanto, não se curvou à pressão de seguir tendências. "No início dos anos 2000, voltou a explorar sua essência com o álbum ‘Bloodflowers’, e nos anos seguintes consolidou o The Cure como referência incontornável do rock alternativo — inspirando desde bandas de emo a artistas do nu-metal", conclui.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Show do Guns N' Roses no Rio de Janeiro é cancelado
Dave Mustaine: "Fizemos um esforço para melhorar o relacionamento, eu, James e Lars"
Morre aos 70 anos Rob Hirst, baterista e membro fundador do Midnight Oil
Por que Ricardo Confessori e Aquiles ainda não foram ao Amplifica, segundo Bittencourt
SP From Hell anuncia sua primeira atração internacional; festival será realizado em abril
A reação de Anette Olzon à polêmica do Nobel sobre María Corina Machado e Donald Trump
A música de Raul Seixas que faria ele ser "cancelado" nos dias de hoje
Adrian Smith reconhece que o Iron Maiden teria acabado se Nicko McBrain não saísse
O cantor fora da curva que Lemmy citava como influência, mesmo sabendo que jamais alcançaria
O gesto inesperado de John Myung em show do Dream Theater que rendeu alguns dólares ao baixista
O disco nacional dos anos 70 elogiado por Regis Tadeu; "hard rock pesado"
Roger Waters admite medo de ser morto a mando de Donald Trump
Mike Portnoy se declara feliz por não ter sido convidado a tocar com o Rush
A banda que é "obrigatória para quem ama o metal brasileiro", segundo Regis Tadeu
O álbum que o Led Zeppelin não deveria ter lançado, de acordo com Robert Plant


Como Pink Floyd entrou nas influências que mudaram o som do The Cure, segundo Robert Smith
A banda que Robert Smith do The Cure disse ter perdido completamente o sentido do rock
A banda de rock que Robert Smith odeia muito: "Eu desprezo tudo o que eles já fizeram"
O curioso motivo que leva Robert Smith a ser fã de Jimi Hendrix e David Bowie ao mesmo tempo
Edgard Scandurra conta como odiou o som de um show do The Cure e como as coisas melhoraram


