O álbum que Eric Clapton considera melhor que tudo que fez no Cream: "Éramos fracos"
Por Gustavo Maiato
Postado em 10 de julho de 2025
Eric Clapton já foi chamado de Deus da guitarra, ícone do blues britânico e um dos grandes arquitetos do rock psicodélico. Dono de passagens lendárias por bandas como The Yardbirds, Cream e Derek and the Dominos, o guitarrista costuma falar com franqueza sobre sua trajetória. E, ao contrário do que muitos imaginam, seu álbum favorito não é nenhum dos clássicos com o Cream — mas sim "Blues Breakers with Eric Clapton", de 1966, com John Mayall & the Bluesbreakers.
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Em entrevista resgatada pelo Far Out Magazine, Clapton foi categórico: "Foi a sessão perfeita. A grande vantagem era que Mike Vernon, o produtor, não tinha nenhuma agenda. Não havia ninguém dizendo ‘precisamos de um single’. Nós simplesmente entramos no estúdio e tocamos nosso repertório."
Lançado pela Decca Records, o disco tornou-se um marco do blues britânico e serviu de base para toda a carreira posterior de Clapton. Na época, ele tinha apenas 21 anos, mas já era respeitado por suas passagens pelos Yardbirds e pelos Bluesbreakers ao vivo. Era o momento em que começava a gravar com John McVie (baixo) e Hughie Flint (bateria), em uma formação que influenciaria não só o Cream, mas o futuro do Fleetwood Mac.
Clapton não poupou críticas ao seu período no Cream: "Achei que o álbum com o John Mayall foi melhor que as coisas do Cream. Nós éramos fracos, para ser honesto, em estúdio."
A declaração surpreende, considerando a força de álbuns como "Disraeli Gears" (1967) e "Wheels of Fire" (1968). Ainda assim, Clapton sentia que, nos Bluesbreakers, ele tinha espaço para tocar sem se preocupar em ser o centro de tudo.
Em Cream, o peso era maior. Ao lado de Jack Bruce (baixo, voz) e Ginger Baker (bateria), ele dividia protagonismo em uma banda repleta de egos e tensão criativa. Era um trio onde todos queriam solar ao mesmo tempo. Com Mayall, ele era "um operário do blues" — focado, direto e essencial.
Para quem só conhece a face psicodélica de Clapton, vale visitar "Steppin’ Out", do disco com Mayall. É ali que sua guitarra começa a flertar com a lenda. "Mesmo sem o tom característico do Cream, ele já era um monstro", resume Tim Coffman, do Far Out Magazine.
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