Nota: 6 





O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

Vamos ao que há de interessante primeiro. Não é verdade que eles voltaram a tocar metal. Contudo, é fato, soa mais pesado que em discos ignóbeis precedentes. Talvez o estilo aquiescido pela banda seja um rock alternativo de certo peso, e isso tem lá sua importância. Mesmo não sendo essencialmente parte de uma vertente, leva o ‘tal’ “heavy” para as rádios, televisões, e cai no gosto do público. Em suma, consegue divulgar um movimento do qual deixou de fazer parte há tempos, a não ser pelo “metal” no princípio de seu nome.
Os músicos seguem bons e agora têm uma adesão popular maior. Não é porque riffs como os de “Frantic” ou “Invisible Kid” são dez vezes mais simples que qualquer coisa feita pelo conjunto nos anos oitenta, que deixa de ter lá seu valor. A faixa título, por exemplo, tem passagens muito boas, compassos bem divididos, em variáveis interessantes, diferentemente daquilo que esperávamos do medíocre Metallica que ‘carregou’ e ‘recarregou’ o saco de todos em meados da década de noventa. O que falar então de “Some Kind Of Monster” e o único solo de guitarra do disco? Algo totalmente fora das perspectivas de qualquer ouvinte. Um experimento de quem tem bagagem para se enveredar por caminhos diferentes.
O problema é que nada disso é exaltado. A mídia e os próprios membros e apêndices (leia-se Bob Rock) do grupo insistem em falar bobagens como: “queríamos soar crus, sinceros”, “o objetivo era pegar a agressividade, o momento”. Para isso é necessário ser porcalhão? Nevermore e Anthrax podem provar com vários CDs e shows e responder por mim: NÃO. O próprio Metallica já deu aula nesta matéria. “... And Justice For All” é um belo exemplo.
“St. Anger” seria um disco realmente nota dez...
- Se Bob Rock não existisse.
- Se Robert Trujillo (realmente um grande baixista, “sumkinda monster”) tivesse gravado o baixo para o álbum.
- Se houvessem pelo menos alguns solos de guitarra, o que, de sabedoria geral, chegou a ser um intento da banda, mas logo limado por “Bobo Rock”.
- Se as músicas não durassem sempre dois minutos e meio mais do que deveriam.
- Se Lars Ulrich não estivesse tão influenciado pelo rock brasileiro e a língua portuguesa e não resolvesse levar tão a sério a expressão “Vamo Batê Lata” dos Paralamas do Sucesso.
Lançado pela Universal Music – 2003
Site Oficial – http://www.metallica.com
Formação:
James Hetfield (Vocais - Guitarra)
Kirk Hammett (Guitarra)
Roberto Trujillo (Baixo)
Lars Ulrich (Bateria)
Todas as matérias da seção Resenhas de CDs
Todas as matérias sobre Metallica
Os comentários são postados usando scripts do FACEBOOK e logins do FACEBOOK, HOTMAIL, AOL ou YAHOO, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que fizeram uso deste sistema (citados na assinatura de cada comentário). Caso você considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato. Os responsáveis pelo site podem excluir comentários que julguem inadequados e fornecer informações sobre os comentários a reclamantes se solicitados.
Pense antes de escrever. Ao comentar sobre alguém, lembre-se que este alguém é uma pessoa e merece respeito. Tenha cuidado especial ao comentar sobre colaboradores do Whiplash.Net; eles trabalham de graça para gerar o conteúdo que você está lendo. Mais chato do que uma matéria com erro, ou uma opinião com que você não concorda, são os chatos que apenas reclamam. Se acha que pode fazer melhor, clique no link ENVIAR MATERIAL no topo do site. Se achar um erro de digitação ou similar, envie pelo link de ENVIO DE CORREÇÕES; lembre-se que é falta de educação corrigir outras pessoas em público. E lembre-se de também elogiar quando encontrar bom conteúdo; isso é um bom incentivo aos colaboradores. :-)
Chatos, trolls e usuários que faltam com respeito a outras pessoas poderão ser banidos sem aviso prévio.
Thiago Sarkis: Colaborador do Whiplash!, iniciou sua trajetória no Rock ainda novo, convivendo com a explosão da cena nacional. Partiu então para Van Halen, Metallica, Dire Straits, Megadeth. Começou a redigir no próprio Whiplash! e tornou-se, posteriormente, correspondente internacional das revistas RSJ (Índia - foto ao lado), Popular 1 (Espanha), Spark (República Tcheca), PainKiller (China), Rock Hard (Grécia), Rock Express (ex-Iugoslávia), entre outras. Teve seus textos veiculados em 35 países e, no Brasil, escreveu para Comando Rock, Disconnected, [] Zero, Roadie Crew, Valhalla.
Mais matérias de Thiago Sarkis no Whiplash.Net.
Link que não funciona para email (ignore)
QUEM SOMOS | RSS | FACEBOOK | TWITTER | APPS | ANUNCIAR | ENVIAR MATERIAL | FALE CONOSCO
Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria. Os textos não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será retirado do site.
Em abril de 2012 Whiplash.Net teve 1.211.297 visitantes, 3.149.841 visitas e 10.113.719 pageviews. Ver stats.