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Resenha - System Has Failed - Megadeth

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Uma variedade de sentimentos tomou conta dos fãs do Megadeth desde que seu líder - o vocalista e guitarrista Dave Mustaine - anunciou a volta da banda e a gravação do novo álbum até o seu esperado lançamento, em setembro passado. Pode até ser praticamente um solo de Mustaine. Pode até ser o último. Mas, mesmo tendo sido feito com músicos contratados, a verdade é que The system has failed é um dos melhores álbuns da discografia desta que é uma das bandas mais importantes da história do heavy metal.

Um ano após o lançamento de The world needs a hero (2001), que já não contava com os virtuosos Nick Menza (bateria) e Marty Friedman (guitarra) ao seu lado, Mustaine anunciou o fim da banda, por causa de uma lesão em um nervo da mão e do braço esquerdo, que o impediam de tocar guitarra. Depois do tratamento, e passados dois anos, ele volta melhor do que nunca.

Desde o período em que Mustaine começou a compor, em meados de 2003, muito se especulou sobre uma volta às origens thrash metal do Megadeth. O lançamento da música Kick the chair no site oficial da banda, meses atrás, apareceu como excelente aperitivo, acenando um direcionamento sonoro parecido com o do álbum Rust in Piece (1990). O que se ouve em The system has failed não é exatamente o Megadeth do início dos anos 90, mas agrada de outra forma.

O novo álbum traz de volta toda a criatividade de Mustaine, que se cercou de excelentes músicos e, apesar de não ter feito 12 petardos de thrash, fez um álbum honesto de heavy metal, com letras inteligentes, riffs fantásticos e toques de algumas das melhores fases do Megadeth, entre elas a de Rust in Peace, para muitos a melhor.

Músicas como Blackmail the Universe, Back in the day e a já citada Kick the chair, além de alguns momentos de Tears in a vial e Something that I'm not, podem trazer lágrimas aos olhos dos mais saudosos, que até hoje se deliciam, saudosos, com os clássicos do thrash metal oitentista. Já The Scorpion apesar de ser a mais experimental, é também uma das melhores, com um refrão empolgante.

No novo álbum, Mustaine toca com Chris Poland (guitarrista da formação original do Megadeth), Jimmie Lee Sloas (baixo) e Vinnie Colaiuta (bateria). Passado o lançamento, ele já reuniu uma banda completamente diferente, promovendo a volta do fantástico Nick Menza na bateria e agregando o guitarrista Glen Drover (ex-King Diamond) e o baixista James MacDonough (ex-Iced Earth). O dono do Megadeth já declarou que a banda acaba de vez após os shows, que deverão durar o próximo ano inteiro. Resta aos fãs torcer para que ele mude de idéia.

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Sobre Raphael Crespo

Raphael Crespo é jornalista, carioca, tem 25 anos, e sempre trabalhou na área esportiva, com passagens pelo jornal LANCE! e pelo LANCENET!. Atualmente, é editor de esportes do JB Online, mas seu gosto por heavy metal o levou a colaborar com a seção de musicalidade do site do Jornal do Brasil, com críticas de CDs e algumas matérias especiais, que também estão reunidas em seu blog (http://www.reviews.blogger.com.br). Sua preferência é pelo thrash metal oitentista, mas qualquer coisa em termos de som pesado é só levantar na área que ele mata no peito e chuta. Gosta também de outros tipos de som, como MPB, jazz e blues, mas só se atreve a escrever sobre o que conhece melhor: o metal.

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