Simper & White: juntos para alegria de poucos e fiéis fãs
Resenha - Nick Simper & Doogie White (Blackmore Bar, São Paulo, 16/10/2010)
Por Jorge A. Silva Junior
Postado em 20 de outubro de 2010
Dois nomes que marcaram época na história do Rock N’ Roll estiveram juntos no último sábado (16) em São Paulo, no Blackmore Bar, para alegria dos poucos - porém fiéis - fãs do gênero. Eram eles: NICK SIMPER, baixista da formação original do DEEP PURPLE (1968-69) e DOOGIE WHITE, vocalista que ganhou notoriedade ao integrar o RAINBOW (1994/97) e bandas como CORNESTONE, EMPIRE, TANK e YNGWIE MALMSTEEN. A noite teve um ar intimista, uma vez que o público - aproximadamente 100 testemunhas - mostrou-se bem à vontade na pequena casa de shows enquanto aguardava os clássicos que estavam por vir.
O primeiro a entrar no palco - com duas horas de atraso - foi DOOGIE WHITE, acompanhado de uma respeitável banda de apoio formada por Fernando Piu (guitarra), Rodrigo Mantovani (baixo), Daniel Labó (bateria) e Bruno Sá (teclado).
Após uma breve saudação, o vocalista iniciou o show com "Wolf To The Moon", petardo do RAINBOW que abre o álbum "Stranger In Us All". Para não deixar a poeira baixar, White pediu palmas antes de emendar a pesada "When The Hammer Falls" do CORNESTONE, banda na qual gravou quatro álbuns de estúdio. Em seguida, "Black Masquerade" e "Manic Messiah" - executadas com uma sincronia impressionante - serviram como entrada para a tão aguardada "Ariel", mais uma dos tempos de parceria com Ritchie Blackmore.
Para fechar o primeiro set, uma digna homenagem foi prestada ao saudoso Ronnie James Dio. DOOGIE WHITE, visivelmente emocionado, cantou "Don’t Talk To Strangers", música do álbum "Holy Diver", com uma interpretação de cair o queixo.
Meia hora depois, quando o relógio já marcava 2:20 da manhã, NICK SIMPER, de 64 anos, assumiu o baixo para iniciar uma verdadeira viagem no tempo, tendo como destino a fase MK1 do DEEP PURPLE, época em que a banda inglesa surgia em meio à tendência psicodélica no rock.
Começando a todo vapor, logo de cara uma trinca do álbum "Shades Of Deep Purple", de 1968: "And The Andress", "The Painter" e "Mandrake Root". Em seguida veio "Emmaretta", que rendeu um ótimo duelo bateria e baixo, deixando o público boqueaberto. A balada "Lalena" e a instrumental "Wring That Neck" foram os pontos altos até então - a segunda finalizada com um belíssimo solo de teclado. DOOGIE WHITE, bem à vontade ao cantar as músicas gravadas originalmente por Rod Evans, mais uma vez pediu palmas antes de entoar "Chasing Shadows", "Bird Has Flown" e "Why Didn’t Rosemary". Em uma breve pausa, o vocalista aproveitou para revelar que conheceu NICK SIMPER pessoalmente durante essa curta turnê no Brasil e, em tom de brincadeira, disse ter se apaixonado pelo baixista. A empolgante "Kentucky Woman", do álbum "The Book Of Taliesyn", serviu como aquecimento para o hino da primeira fase do DEEP PURPLE: "Hush" - cantada em verso e prosa por toda a casa. Ao término desta, Simper devolveu o posto de baixista a Rodrigo Mantovani.
Fechando a noite com chave de ouro, mais uma homenagem a Ronnie James Dio foi prestada por DOOGIE WHITE. Muito emocionado (leia-se chorando), já que eram amigos de longa data, ele cantou de forma incrível a aclamada "Heaven And Hell", do BLACK SABBATH, e, não se contendo, acabou por deixar o palco antes do término da música, o que surpreendeu a todos, inclusive a sua banda de apoio.
Mesmo com o final inusitado, porém emocionante, os felizardos que compareceram a essa madrugada 'Classic Rock' puderam afirmar com todas as letras: VIDA LONGA AO ROCK AND ROLL!
NICK SIMPER & DOOGIE WHITE em São Paulo
Data: 16/10/2010
Local: Blackmore Bar
Duração: 2:30
1º Set - DOOGIE WHITE & Band
Wolf To The Moon (Rainbow)
When The Hammer Falls (Cornestone)
Black Masquerade (Rainbow)
Manic Messiah (Empire)
Ariel (Rainbow)
Don’t Talk To Strangers (Dio)
2º Set – NICK SIMPER & DOOGIE WHITE
(Deep Purple MK1 - 1968/69)
And The Andress
The Painter
Mandrake Root
Emmaretta
Lalena
Wring That Neck
Chasing Shadows
Bird Has Flown
Why Don’t Rosemary
Kentucky Woman
Hush
3º Set – DOOGIE WHITE & BAND
Heaven And Hell (Black Sabbath)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Summer Breeze anuncia mais 33 atrações para a edição 2026
A opinião de Sylvinho Blau Blau sobre Paulo Ricardo: "Quando olha para mim, ele pensa…"
Por que Max Cavalera andar de limousine e Sepultura de van não incomodou Andreas Kisser
O disco que define o metal, na opinião de Ice-T
Quando Ian Anderson citou Yngwie Malmsteen como exemplo de como não se deve ser na vida
O disco "odiado por 99,999% dos roquistas do metal" que Regis Tadeu adora
A banda essencial de progressivo que é ignorada pelos fãs, segundo Steve Hackett
O astro que James Hetfield responsabilizou pelo pior show da história do Metallica
Os dois membros do Sepultura que estarão presentes no novo álbum de Bruce Dickinson
O álbum que Regis Tadeu considera forte candidato a um dos melhores de 2026
O subgênero essencial do rock que Phil Collins rejeita: "nunca gostei dessa música"
O maior cantor de todos os tempos, segundo o saudoso Chris Cornell
Para Ice-T, discos do Slayer despertam vontade de agredir as pessoas
Box-set compila a história completa do Heaven and Hell
O cantor que Bob Dylan chamou de "o maior dos maiores"
"Mamãe eu não queria" de Raul Seixas e a oposição irônica ao exército
Capital Inicial: cinco músicas que foram escritas por Pit Passarell, do Viper
Escritor publica foto da mulher que inspirou "Whole Lotta Rosie", clássico do AC/DC


Dark Tranquillity - show extremamente técnico e homenagem a Tomas Lindberg marcam retorno
Cynic e Imperial Triumphant - a obra de arte musical do Cynic encanta São Paulo
Loseville Gringo Papi Tour fechou 2025 com euforia e nostalgia
O último grito na Fundição Progresso: Planet Hemp e o barulho que vira eternidade
Pierce the Veil - banda dá um grande passo com o público brasileiro
Metallica: Quem viu pela TV viu um show completamente diferente
A primeira noite do Rock in Rio com AC/DC e Scorpions em 1985



