AC/DC: nada de água, "chuva de clássicos" no Morumbi

Resenha - AC/DC (Estádio do Morumbi, São Paulo, 27/11/2009)

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Por Otávio Augusto Juliano
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Chuva? Sim. “Choveram” clássicos imortalizados do Rock no Morumbi, durante a apresentação única no Brasil da banda australiana AC/DC. Os senhores Brian Johnson (vocal), Angus e Malcolm Young (guitarras), Cliff Williams (baixo) e Phil Rudd (bateria) mostraram toda sua força, carisma e energia, mostrando porque são considerados lendas vivas do Rock.

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Foto da chamada: Marcelo Rossi

Antes disso, o vocalista Nasi se apresentou no palco com sua banda, durante quase meia hora, tocando músicas do seu ex-grupo, o IRA, em meio a covers de canções do THE CLASH e de RAUL SEIXAS. Devido ao trânsito na cidade de São Paulo e, principalmente, nas imediações do estádio, muita gente ainda estava chegando no horário do show de abertura e acabou perdendo a apresentação de Nasi e sua turma, que ainda contou com uma participação especial de Andreas Kisser, guitarrista do SEPULTURA.

E quem apostou que haveria atraso para o início do show do AC/DC errou feio. Às 21:30hs, no horário marcado, as luzes se apagaram e um vídeo começou a passar nos quatro telões que faziam parte do cenário, seguido dos primeiros acordes de “Rock N Roll Train”, música do mais novo disco “Black Ice”.

O estádio veio abaixo. Aquele momento esperado por longos 13 anos estava para começar e a sensação que se tinha nas arquibancas e cadeiras superiores foi de estar em alto mar, em um grande navio, pois todo aquele monte de concreto do estádio começou (literalmente) a balançar, tamanha a empolgação dos fãs.

Ao término da primeira música, Brian Johnson saudou os presentes dizendo que a banda não falava português, mas que eles falavam a linguagem do Rock N’ Roll (chamou nossa língua de “brazilian”, mas quem se importa?).

Somente uns ajustes no microfone de Brian foram necessários nas primeiras músicas, mas o som foi impecável ao longo da noite. Também não era para menos, clássicos como “Back In Black” (título de um dos álbuns mais vendidos da história), tocados por seus mentores, mereciam uma sonoridade perfeita.

Os anunciados 70.000 fãs que compareceram ao Morumbi proporcionaram um cenário espetacular, formando um incrível “mar de gente”, com as luzes vermelhas piscantes dos chifres na cabeça de muitas pessoas, deixando o estádio visualmente muito bonito. Uma energia incrível, de arrepiar.

A seqüência de músicas foi arrebatadora e não deixou os fãs sossegaram nem por um minuto. Todas as canções do último álbum “Black Ice” tocadas foram muito bem recebidas, como “Big Jack”, com sua levada interessante, e “War Machine”, com vídeos de tanques de guerra, caravelas e mísseis no telão, sem contar a própria faixa título.

E teve de tudo. Em “The Jack”, Angus começou a dedilhar alguns acordes e Brian anunciou que “ele possuía o diabo nos dedos e o blues na alma”, sempre aproveitando para caminhar no prolongamento do palco, que ia até quase a metade do gramado do Morumbi. Angus ainda aproveitou para fazer um striptease para a galera, até mostrar sua cueca, com as siglas de AC/DC estampadas na parte de trás. Hilário.

Se em “Hells Bells” o destaque foi o grande sino no meio do palco, que fez Brian Johnson correr bastante até alcançá-lo, em “Thunderstruck”, foram as luzes do palco que deram um show à parte, acompanhando a pegada da música. Sem falar ainda da enorme boneca inflável erguida durante a execução de “Whole Lotta Rosie”, montada na grande locomotiva que estava em cima do palco.

Enfim, difícil destacar só alguns momentos, em meio a tantos. A vitalidade de Angus Young é algo incrível. Corre pelo palco inteiro, toca deitado, faz inúmeras caras e bocas ao executar seus conhecidos riffs, pede gritos do público e até faz striptease, como contado acima.

Brian Johnson também não fica atrás. Com sua voz rouca ainda inteira, não se cansou de agradecer aos brasileiros e andou de um lado para o outro. Não desmerecendo os demais membros da banda, sem dúvida Angus e Brian dão uma energia especial às apresentações do AC/DC e têm um carisma do tamanho da quantidade de fãs que possuem mundo afora.

A primeira parte do show terminou com “Let There Be Rock” e um solo de Angus. O tradicional bis veio com “Highway To Hell” e novamente o “navio” Morumbi balançou. No palco, luzes vermelhas, fogo e Angus usando seus chifres de diabo, tudo isso acompanhado de fãs que cantaram a música do começo ao fim.

Para fechar, “For Those About To Rock (We Salute You)”, com direito a tiros de canhão e luzes coloridas para todos os lados. Ao final, depois de exatas 2 horas, fogos de artifício foram disparados, iluminando o céu de São Paulo, para o encerramento de um show apoteótico e inesquecível.

As explosões dos fogos de artifício criaram um clima de Réveillon antecipado e tenho certeza de que o ano de 2009 poderia ter acabado ali mesmo, que ninguém ficaria chateado, depois do que foi visto nesta noite de sexta-feira em São Paulo...

Fãs de alma lavada. Não pela chuva, que ficou de fora. Mas sim pela energia do AC/DC.

É, Brian Johnson estava certo em sua declaração no começo do show: a banda fala, e muito bem, a linguagem do Rock n’ Roll.

Set List:
01. Rock N Roll Train
02. Hell Ain't A Bad Place To Be
03. Back In Black
04. Big Jack
05. Dirty Deeds Done Dirt Cheap
06. Shot Down In Flames
07. Thunderstruck
08. Black Ice
09. The Jack
10. Hells Bells
11. Shoot To Thrill
12. War Machine
13. Dog Eat Dog
14. You Shook Me All Night Long
15. T.N.T.
16. Whole Lotta Rosie
17. Let There Be Rock
18. Highway To Hell
19. For Those About To Rock (We Salute You)

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Sobre Otávio Augusto Juliano

Otávio é paulistano, tem 29 anos e faz algo nada a ver com o Rock: é advogado. Por gostar muito de música e não possuir talento algum para tocar instrumentos musicais, tornou-se um comprador compulsivo de cds. Sempre interessado em leitura ligada ao Rock e Metal, começou a enviar algumas pequenas colaborações para a Whiplash e hoje contribui principalmente com textos relacionados ao Hard Rock, estilo musical de sua preferência. De qualquer forma, é eclético e não dispensa álbuns de todas as demais vertentes do Metal, sendo fã incondicional de W.A.S.P., Mötley Crüe e dos trabalhos do guitarrista Steve Stevens.

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