Rock In Rio III: O primeiro dia de Rock In Rio 3 não foi 100% rock

Resenha - Rock In Rio III - 12/01 (Rio de Janeiro, 12/01/2001)

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Por Pedro Bomfim
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O primeiro dia de Rock In Rio 3 não foi 100% rock. Longe disso. De rock mesmo apenas um par de músicas tocadas por Sting e a performance de Arnaldo Antunes no Palco Brasil.

A abertura do festival veio na forma de orquestra e como um mega-evento, precisava de um algo extra: um grupo de aviões sobrevoou o gramado, exatamente no momento em que a orquestra dava os acordes finais da música tema de 2001 - Uma Odisséia no Espaço, que passava no telão.

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Uma menina entra no palco e toca três vezes um sino, dando início aos tão falados (?) três minutos de silêncio. A maioria acenou com o lencinho e ficou calada, outros aproveitaram para tentar achar conhecidos pelo telefone celular e um ou outro, revoltado, esbravejou para que todos continuassem fazendo pose para uma certa rede de televisão. Parecia impossível mas, de maneira geral, realmente conseguiram os tão falados três minutos de silêncio, por pouco não prejudicados por uma inadivertida aparição de Gilberto Gil no palco.

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Ao fim do silêncio, uma salva de palmas. E após, Gilberto Gil e Mílton Nascimento cantam juntos (e um tantinho desafinados) Imagine, de John Lennon. A orquestra fica no palco, apresentando versões de músicas de artistas que já tocaram nas versões anteriores e outros que viriam a tocar nesta.

Milton Nascimento começou seu show, chamou o parceiro Lô Borges, e emendou com Gilberto Gil, que continuou sozinho no palco, dedicando o show a Raul Seixas. Pasmem... longe de ser rock, Gilberto gil foi, senão o melhor show da noite, pelo menos o mais animado.

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James Taylor apresentou um show praticamente igual àquele de 1985. Para os saudosistas e fãs (entre outros Roberto Medina, o que explica sua escalação para este festival). Para os mais, boa oportunidade de dar uma dormida ou beber um chopp.

O que Daniela Mercury fez ou deixou de fazer eu não sei, pois Arnaldo Antunes iria fechar o Palco Brasil e com certeza era a grande pedida. Surpreendendo ao tocar com Edgar Scadurra, fez uma ótima apresentação (se 20 e poucos minutos podem ser chamados de apresentação, infelizmente), sem tocar nada dos Titãs (nem O Pulso nem Comida ...)

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Sting

Sting sobe ao Palco Mundo, fazendo a grande apresentação da noite. Tocando desde suas novas músicas, como Brand New Day até as mais antigas como Fields Of Gold, o baixista e vocalista desfilou com sua voz impecável (é impressionante como a voz dele se manteve e se bobear, melhorou com o tempo). Com a banda afiadíssima, Sting arriscava em praticamente todas as músicas interlúdios instrumentais mais jazzísticos, o que fez o show ficar um pouco cansativo, com músicas longas.

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De rock muito pouca coisa... ao vivo as músicas originalmente mais rock, quando acrescentadas de improvisos e variações, perderam seu punch original. O público se rendeu ao frontman apenas quando este resolveu tocar músicas da sua antiga banda, o Police. Every Little Thing She Does Is Magic, Roxanne e Every Breath You Take levantaram a galera, que estava bem mais calminha nesse primeiro dia, do que nos outros que se seguiram.

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