Rock in Rio por um mundo melhor

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Por Fernando Kallás
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O Whiplash! juntamente com os produtores do Rock in Rio III estarão informando as novidades sobre o evento, previsto para Janeiro de 2001. Para começar, um texto sobre os objetivos do Festival.

A música por um mundo melhor

Quinze anos se passaram desde a sua primeira edição, mas na memória das 1.380 mil pessoas que estiveram em janeiro de 1985 na Cidade do Rock, em Jacarepaguá, o Rock in Rio permanece como uma lembrança viva, como se tivesse sido ontem aqueles 10 dias de festa e alegria. Apesar da segunda edição do festival ter reunido mais de 700 mil pessoas e os maiores fenômenos da música mundial, no estádio do Maracanã, o público se sentiu um pouco órfão da magia que envolve a Cidade do Rock. Agora, com uma forte proposta social, o Rock in Rio Festival está de volta e, para a alegria de todos, está de volta ao seu lugar origem, a Cidade do Rock.

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Desta vez o Rock in Rio será muito mais do que um festival de música com as melhores bandas internacionais e nacionais como aconteceu nas edições anteriores. Agora ele pretende ser um grande movimento de mobilização em torno da paz e da solidariedade humana. "Trata-se de um projeto que visa melhorar a qualidade de vida das nossas comunidades por meio da participação ativa dos indivíduos envolvidos no movimento", afirma Manoel Amorim, presidente da AOL Brasil, principal patrocinador do evento. O nome da nova edição já diz tudo: Rock in Rio Por Um Mundo Melhor! Com essa forte proposta social focada na área educacional, o Rock in Rio Por Um Mundo Melhor é um projeto que tem no silêncio, na música, na reflexão e na ação seus principais instrumentos. Segundo o idealizador do projeto, o publicitário Roberto Medina, a música é apenas um pretexto para unir a juventude e fazer com que ela reflita a situação do mundo atual, buscando soluções práticas. "Se fosse para fazer apenas mais um festival de música eu não faria por dinheiro nenhum do mundo. A empreitada é muito desgastante e consome muito tempo e energia. Mas dessa vez, percebi que a arma que tenho para conseguir tornar o mundo um pouco melhor é a música e o festival. É o que eu sei fazer bem. Cada um deve ajudar da forma que pode e consegue. O meu jeito é esse." afirma Roberto Medina.

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Em sua proposta social, o Rock in Rio Por Um Mundo Melhor tem uma vertente geradora de recursos destinada à educação. No lançamento do projeto, foi doado um cheque de 1 milhão de reais destinado à educação de 1.500 jovens carentes, entre 17 e 29 anos. Inicialmente, serão 50 salas com 30 alunos, distribuídas em comunidades carentes do Rio. Os "agentes por um mundo melhor", como estão sendo chamados os alunos do programa de ensino, completarão o 1º grau em 9 meses e receberão um certificado de 80 horas do curso de informática. Serão doados 150 computadores com acesso à Internet e um ano de assinatura para o projeto e os alunos receberão o diploma do MEC durante o festival.

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O Rock in Rio Por Um Mundo Melhor destinará 5% do valor líquido de todo o faturamento da venda de ingressos, patrocínios e licenciamento de produtos para projetos educacionais, através do Movimento Viva Rio e premiação de melhores projetos educacionais através da UNESCO.
Com o apoio dos veículos de comunicação e da Internet, o evento pretende arrecadar recursos suficientes para formar mais de 11 mil jovens. Você também pode adotar um aluno ou fazer sua doação pelo site do Viva Rio. http://www.vivario.org.br/rockinrio/rockinrio.htm

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Os números de um gigante

Na mesma Cidade do Rock que sediou o Rock in Rio I - uma área de 250 mil m2 em Jacarepaguá, zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, a terceira edição do Festival - Rock in Rio Por Um Mundo Melhor - pretende reunir 1,5 milhão de pessoas durante os 7 dias do evento (de 12 a 14 e de 18 a 21 de janeiro). Serão 98 bandas, 40 horas de shows diárias, 4 palcos de música, espetáculos e debates, com transmissão para diversos países do mundo, alcançando um total de 1 bilhão de telespectadores. Nas ruas da cidade, 70 ônibus circulares, partindo de diversos bairros, farão o trajeto até a Cidade do Rock. Ao comprar seus ingressos – que começarão a ser vendidos já em outubro - , as pessoas receberão toda a informação necessária, como mapas de acesso e localização dos pontos de ônibus.

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Dentro da Cidade do Rock, dois Beer Garden vão servir os estimados 2,5 milhões de copos de refrigerante / cerveja. Outros dois centros de alimentação estarão preparando mais de 500 mil sanduiches. A estimativa é de que só na área de alimentação sejam oferecidos 1.200 empregos diretos. Também haverá dois shopping centers com 50 lojas, duas áreas VIP climatizadas, com capacidade para 1000 pessoas cada, além de um centro de imprensa com todas as facilidades para a instalação de computadores, acesso à Internet, fax e telefone, que estará à disposição dos 700 jornalistas nacionais e internacionais que serão credenciados para cobrir o evento.

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A Cidade do Rock terá 30 portões de segurança, utilizará 900 toneladas de refrigeração de ar condicionado; 6,5 mega watts de energia equivalente a iluminação de uma grande cidade. Segundo o engenheiro Roberto Kreimer, responsável pela construção, a Cidade do Rock estará pronta em novembro para receber em dezembro a cenografia, os sistemas de som e luz e dar início aos ensaios com os artistas.

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As atrações

Como não podia deixar de ser diferente, uma das maiores expectativas do público é quanto aos artistas que vão se apresentar no festival. Apesar de nenhum nome ainda ter sido divulgado, sabe-se que a abretura para os novos estilos musicais, ao lado do clássico rock 'n roll, vai marcar a terceira edição do Rock in Rio Festival. Fica aqui a esperança de que, seja qual for o show ou o palco, o público possa conviver com paz, amor e harmonia, sem violência, para que esses 7 dias se tornem tão inesquecíveis quanto os de 15 anos atrás.

Fernando Kallás (Assessoria de imprensa do Rock in Rio Por Um Mundo Melhor)

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