O adeus a Jon Lord
Por Paulo Severo da Costa
Postado em 23 de julho de 2012
Juro que tentei a todo custo evitar qualquer comentário ao falecimento de JON LORD. Sempre achei esse tipo de "menção póstuma" de péssimo gosto; quase uma forma de oportunismo barato. A questão é que além de pupilo do rock´roll, também escrevo a respeito e, por isso, peço permissão aos que lerem esse ensaio pela fuga à técnica "culta" de redação: esse texto é de um fã.
LORD é o resultado ideal de um operário do rock n´roll: era carismático sem abrir a boca, comentava pouco e simultaneamente era muito comentado, tocava tudo e tinha a capacidade quase única de rivalizar – e muitas vezes se sobrepor - à figura genial e egocêntrica de BLACKMORE. Antes de tudo, LORD labutava em prol da banda; era a representação exata de um pivô central, de um eixo motor.
LORD construiu sua carreira de forma independente ao PURPLE ou ao WHITESNAKE. Olhando em perspectiva, sempre foi respeitado pelo seu profissionalismo e genialidade. Fundindo BEETHOVEN ao piano de cabaré, o blues e o jazz à petulância de JERRY LEE LEWIS, ajudou a fundar o metal, mostrando que modos gregorianos, cabelo comprido e litros de destilado podiam sim ser misturados sem perder a liga. Criou linhas surreais ("Pictures Of Home"), apelos vanguardistas irresistíveis ("Child In Time"), arpejos temperados ao sabor de PAGANINI ("Highway Star") – um caldeirão de molduras revestidas de bom gosto e originalidade.
Sem nunca baratear seu som, colocou a teoria pesada a favor dos ventos que guiaram o som bluesy de MICKY MOODY e ROGER GLOVER, ao estrelismo de GLENN HUGHES e o vício avassalador de TOMMY BOLIN. Se poucos conseguiriam conversar em sua língua, ao mesmo tempo, tinha o dom do poliglota quando assunto era entender a idissioncrasia de seus pares. Sabia ser grande e se colocar pequeno, monstruoso ou desnecessário, quando preciso.
Obrigado JON.
Morte de Jon Lord
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Aos 94, "Capitão Kirk" anuncia álbum de metal com Zakk Wylde e Ritchie Blackmore
10 clássicos do rock que soam ótimos, até você prestar atenção na letra
Dave Grohl explica decisão de demitir Josh Freese do Foo Fighters
Três "verdades absolutas" do heavy metal que não fazem muito sentido
Regis Tadeu revela por que Sepultura decidiu lançar trabalho de estúdio antes de encerrar
A maior canção de amor já escrita em todos os tempos, segundo Noel Gallagher
A recomendação da gravadora na hora de entrevistar Mike Portnoy, segundo Regis Tadeu
Regis Tadeu atualiza situação de Dave Murray: "Tenho fonte próxima do Iron Maiden"
Michael Amott diz que nova vocalista do Arch Enemy marca um passo importante
Os quatro encontros musicais que Regis Tadeu promoveria se fosse curador do Palco Sunset
Wacken Open Air anuncia evento oficial no Brasil; confira as atrações
O festival que "deu um pau" em Woodstock, conforme Grace Slick
Sonata Arctica confirma dois shows no Brasil em outubro
Steve Perry nega que participará da despedida do Journey
Arch Enemy revela identidade da nova vocalista e lança single "To the Last Breath"
Bruce Dickinson: vocalista elege seus 5 álbuns preferidos
Zeca Camargo revela que presenciou Nirvana compor clássico na sua frente
Ringo Starr, dos Beatles, comenta as músicas que formam a trilha sonora de sua vida

Tony Iommi: "foi uma honra poder tocar junto com Jon Lord"
Jon Lord em sua última entrevista: "O câncer se alimenta do pessimismo"
A música que deixou Ritchie Blackmore sem reação em 1970; "um som grande, pesado"
Como Ringo Starr, Isaac Azimov e Lúcifer inspiraram um dos maiores solos de bateria do rock
Hits dos Beatles, Deep Purple e The Doors com riffs "roubados" de outras músicas
A respeitosa opinião de Dave Mustaine sobre Ritchie Blackmore
O guitarrista que Ritchie Blackmore acha que vai "durar mais" do que todo mundo
Deep Purple lançará seu próximo disco em junho, afirma Ian Gillan
As músicas "das antigas" do Metallica que Lars Ulrich gostaria que o Deep Purple tocasse
A banda que faz Lars Ulrich se sentir como um adolescente
O riff definitivo do hard rock, na opinião de Lars Ulrich, baterista do Metallica



