O músico "complicado" com quem Ronnie James Dio teve que trabalhar; "uma pessoa realmente ruim"
Por Bruce William
Postado em 10 de dezembro de 2025
Ronnie James Dio sempre pareceu um cara que valorizava a ideia de banda como um organismo vivo, com energia compartilhada e respeito básico entre quem sobe no palco e quem está ali embaixo assistindo. Ele tinha ambição, claro, mas não gostava de ambientes em que o talento vinha acompanhado de clima tóxico de bastidor.
Talvez por isso algumas parcerias tenham ficado marcadas não só pela música, mas pelo desgaste humano. E existe uma em especial que ajudou Dio a entender, bem cedo, como a genialidade de alguém pode exigir um preço alto demais para quem tenta conviver com ela no dia a dia.

O guitarrista em questão foi Ritchie Blackmore, com quem Dio trabalhou no Rainbow. E a história, contada pelo próprio Dio em entrevistas ao longo do tempo, tem aquele tom de lembrança realista: não é um acerto de contas rancoroso, mas também não é uma tentativa de adoçar o passado.
Em uma das memórias mais curiosas, Dio descreveu como a relação começou a amolecer quando ele entendeu o jeito reservado de Blackmore. "Eu fui conhecendo o Ritchie. Ele é uma pessoa muito reservada, e eu entendi isso, então eu mantive distância. Se você fica em cima de alguém como o Ritchie, ele não vai querer saber de você. Um dia, ele entrou no camarim e me disse: 'Você é um grande cantor', e eu disse: 'Muito obrigado', e então viramos amigos."
Só que, com o tempo, a chave virou para algo bem mais duro. Dio afirmou: "Eu senti que ele era uma pessoa muito cruel. Cruel com os fãs, muito cruel, e com as pessoas em geral. Ele era uma pessoa realmente ruim, mas é um grande músico, e eu aprendi o que funciona e o que não funciona."
E quando explicou por que saiu do Rainbow, ele foi ainda mais direto na descrição do temperamento do guitarrista, deixando claro que o problema não era musical: "Eu só posso dizer que foi um momento maravilhoso na minha vida. Eu aprendi tanto. Eu vi o mundo pela primeira vez, o mundo inteiro, no Rainbow. Só foi ficando mais difícil, mais, mais difícil, porque o Ritchie é uma pessoa muito difícil. Ele não se importa com as pessoas e eu me importo. Então ficou difícil para mim ser eu."
O que torna esse relato interessante é que ele mostra uma coisa simples: Dio não negava o impacto profissional que Blackmore teve em sua trajetória, mas também não romantizava uma convivência que, na visão dele, não respeitava o básico da relação com gente e com público. E talvez essa experiência explique por que, depois, Dio brilhou tanto quando teve espaço para liderar seus próprios projetos e construir uma identidade artística onde talento e caráter não precisassem disputar o mesmo microfone.
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