O disco do Slayer que tem menos de meia hora e se tornou clássico absoluto de seu estilo
Resenha - Reign in Blood - Slayer
Por Mateus Ribeiro
Postado em 02 de maio de 2025
Quando se fala em thrash metal, é quase automático lembrarmos de composições extremamente velozes, agressivas, raivosas, ofensivas e com letras ríspidas. Há um disco desse estilo que encapsula altas doses desses ingredientes em menos de meia hora. É claro, óbvio e evidente que trata-se do estupendo "Reign in Blood", terceiro álbum de estúdio do Slayer.
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Sucessor do acachapante "Hell Awaits", "Reign in Blood" se tornou um clássico absoluto do thrash metal. Com 10 faixas e 29 minutos de duração, o disco é uma verdadeira aula de porradaria musical, ministrada por quatro jovens rapazes cheios de sangue nos olhos: Tom Araya (baixo e vocal), Kerry King (guitarra), Jeff Hanneman (guitarra) e Dave Lombardo (bateria).
Do início ao fim, "Reign in Blood" presenteia o ouvinte com um verdadeiro festival de riffs cortantes, solos insanos e batidas violentamente rápidas. O massacre sonoro é comandado por Tom Araya, que, logo nos primeiros segundos do disco, solta um berro amedrontador — um grito que já virou símbolo do thrash metal.

Esse momento marcante abre "Angel of Death", obra que figura entre as mais populares do Slayer. A letra dessa música pesada e intensa é polêmica, pois aborda as atrocidades cometidas por Josef Mengele, um dos personagens mais nefastos de todos os tempos.
Outros grandes momentos do álbum ficam por conta da destruidora dobradinha final: "Postmortem" e "Raining Blood". Juntas, essas faixas entregam uma sequência de tirar o fôlego. O final caótico de "Reign in Blood" sintetiza perfeitamente o que o disco representa: uma trilha sonora digna do fim do mundo.
As três faixas citadas nos parágrafos anteriores colocam "Reign in Blood" na prateleira dos trabalhos obrigatórios para qualquer pessoa que se considere headbanger. Mas não para por aí: "Criminally Insane", "Piece by Piece", a controversa "Altar of Sacrifice" e a destruidora "Reborn" são faixas arrebatadoras.
"Reign in Blood" passou muito bem ao teste do tempo, afinal, continua influente, mesmo sendo lançado há quase 40 anos. As dez músicas desse trabalho continuam fazendo a cabeça de quem gosta de thrash metal feito com qualidade — e, sobretudo, com muito ódio.
Se você já ouviu "Reign in Blood", sabe por quais razões escrevi esse texto. Agora, se você nunca apreciou essa bordoada fonográfica, dê uma pausa em suas atividades, aperte o play e corrija tal erro.
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