Discos pouco falados no mundo do rock: Clear Air Turbulence

Resenha - Clear Air Turbulence - Ian Gillan

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Por Zé Elias
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Depois de sua saída do Deep Purple, o vocalista Ian Gillan juntou um time de ótimos músicos e começou carreira solo. Com eles, foram gravados três discos sob o nome de Ian Gillan Band. "Clear Air Turbulence" é o segundo, lançado em 1977. E para o meu gosto, nada que ele fez depois disso (incluindo sua passagem pelo Sabbath e volta ao Purple) superou esse trabalho.

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Não é um álbum para roqueiros convencionais, e pouco ou nada se vê de semelhança com Deep Purple além de reconhecer a voz de Gillan, que estava tinindo na época dessa gravação. É um trabalho de jazz-rock com pitadas de progressivo. Quem conhece Gentle Giant, Dixie Dregs, Frank Zappa, Genesis e Jean-Luc Ponty vai entender o que estou falando. Embora a base da banda seja convencional (guitarra, baixo, bateria, teclado), instrumentos de sopro e percussões diversas aparecem ao longo das faixas, que alternam momentos intensos com suaves. Muita técnica e ousadia presentes.

Uma curiosidade: Gillan fez uma primeira mixagem do disco em 1976, na Rockfield Studios, no país de Gales. Mas insatisfeito com o resultado, chegou até a cancelar a turnê para remixá-lo na Kingsway de Londres, no ano seguinte. Em 1997, a primeira mixagem foi lançada em CD com o título "The Rockfield Mixes". Penso que remixar foi um luxo desnecessário do vocalista, pois a versão de Rockfield é a meu ver mais do que satisfatória. E tem mais: em 2004, saiu "The Rockfield Mixes Plus", com faixas bônus.

Faixas do LP original:
Clear Air Turbulence – 7:47
Five Moons – 7:34
Money Lender – 5:40
Over the Hill – 7:20
Angel Manchenio – 7:21
Goodhand Liza – 5:20

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Sobre Zé Elias

José Elias da Silva Neto é paulista de Santo André, nasceu em 1965. Mora em Poços de Caldas, MG. É designer gráfico, baixista e palmeirense. O primeiro rock ouviu com 2 anos de idade, "Wooly Booly", de Sam the Sham and the Pharaos. Em 1972, foi apresentado ao "Machine Head" do Deep Purple e ao "Santana 3". Uns anos depois vieram a coletânea "1962-1966" dos Beatles e "No Mean City", do Nazareth. Aí virou mania. Quem tá sempre no player: Jethro Tull, Queen, Led Zeppelin, Genesis, Gentle Giant, Dixie Dregs, Emerson Lake & Palmer, Rush, Focus. E alguma coisa de jazz anos 30-40, música erudita, MPB. O que não lhe faz a cabeça: rock farofa, solos muito longos e metal muito zoeira.

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